Quem pensa que o Vinil morreu?

Dire Straits com seu disco “Brothers in Arms” de 1985 pode ser considerado como o marco da passagem do Vinil para o CD. Dizem por aí e espalhado pelos sete cantos da Internet, entre blogs e portais sobre música, que as vendas em Compact Disc deste álbum ultrapassavam o número de players para CD existentes no mundo e era uma das primeiras vezes que um disco fora feito totalmente no sistema digital.

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Brothers in Arms era o agente que praticamente inaugurava a mudança mais significativa (até o MP3) do formato de venda de música: do Vinil para o CD.

A partir daí, todo mundo lembra. Os discos de plástico pretos foram deixados num canto ou jogados fora e as “aparelhagens de som” mudavam de perfil: tirava-se o toca disco e colocava em seu lugar um tocador de CD. Nessa mudança de tecnologia algumas fábricas e marcas, até então, consideradas fortes e imbatíveis caiam junto com as minguadas vendas de Vinil e davam lugar a outras, mais “antenadas” com a nova era. Quem não se lembra da Gradiente? Esse é o maior exemplo disso! E a indústria fonográfica fechava as fábricas de Vinil e abria outras com a nova tecnologia digital. Saia a música analógica e entrava o sistema digital!

Mas, espera ai? Realmente todos os Vinis foram jogados fora ou deixados em um canto? Todas as fábricas de Vinil fecharam?

No Brasil, praticamente, sim. No mundo, particularmente, nos EUA e em alguns países da Europa, nem tanto…

O Vinil continuou vivo pelas mãos e ouvidos daqueles que gostavam do timbre do disco de plástico preto e essa parcela manteve viva vendas e produções.

A partir de 2007 – também propagado pelos 7 cantos da Internet – um movimento nos EUA chamado “Record Store Day” começou a mostrar ao mundo que o Vinil não tinha morrido, apenas estava um pouco adormecido e para uma legião continuava vivo e forte. Os números mostravam isso. Ano após ano as vendas de Vinil começavam a recolocar cifras na indústria fonográfica, pois, esta passara a perder milhões de lucros com a entrada de um novo formato de emitir som por meio da Informática: o MP3.

As vendas de CD que antes eram na casa dos milhões passavam a cair cada vez mais. Lojas especializadas fechavam e as prateleiras para venda de música dos grande magazines e supermercados davam lugar a outros produtos.

Da revolução do Vinil para o CD e do CD para o MP3, veio a nova era: o streaming de música. No MP3 a indústria fonográfica amargava prejuízos, já que este formato era facilmente pirateado e distribuído para download gratuito em várias páginas, blogs e sites especializados em armazenagem nas nuvens (mesmo que ilegalmente).

O streaming deu um novo respiro para a indústria da música e mantém, até hoje, um relativo sucesso na comercialização, pois, é uma tecnologia que se paga para ouvir as músicas ou, quando gratuito, há a presença de propagandas que mantém as finanças do empreendimento vivas.

Mas, e o Vinil?

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Pois bem… o Vinil, de verdade, de verdade, jamais morreu, jamais esteve dormindo, apenas saíram do cenário as notícias que envolviam este universo, mas saíram por 10 anos ou, talvez, no máximo, 20 anos. Hoje o Vinil comemora as altas vendas e está de volta firme e forte e nas mãos não apenas dos saudosistas e dos maiores de 40 anos. A juventude consome Vinil; artistas, inclusive populares como Chitãozinho e Xororó, passaram a privilegiar as gravações em Vinil e as fábricas (as poucas restantes) não dão conta do volume de encomendas.

Para se ter uma ideia, nos EUA, os últimos números sobre a indústria fonográfica (fornecidos pela RIAA – Recording Industry Association Of America)  demonstram que o formato de plástico, redondo e preto que armazena música, é o mais lucrativo (veja essa reportagem do El Pais). Mais que o streaming! E as vendas de CD, ano após ano, despencam…

No Brasil, a única fábrica de Vinil (Polysom) não abre a caixa preta dos lucros, mas, basta dar uma olhada atenta na sua produção que vemos que está de vento em popa, inclusive, coleções (comumente chamadas por “caixas”) com preços considerados de alto valor estão sendo lançadas; sem contar que mês a mês sai um ou mais novos títulos.

Para exemplificar mais a representação do Vinil no mercado de música, rapidamente comento da economia paralela que está “bombando”: a venda de aparelhos vintage (os aparelhos de som das décadas de 80 e 90, principalmente – passem os olhos no Mercado Livre ou na OLX); de toca discos (dê uma olhada em qualquer grande loja na Internet que encontrará uma infinidade de tipos e marcas) e de discos usados (o Mercado Livre anunciou recentemente que a venda de LPs é o maior negócio da parte de música do portal de vendas).

Dizem que estamos numa crise, que ninguém compra mais nada. Nada? Não, senhores! Tudo, do universo do Vinil, como falam por aí, está “vendendo horrores”!

Isso seria um modismo? Creio que não! Porque o que as pessoas querem é “pegar a música”, ou seja, colocar nas mãos a mídia de onde a música sairá, bem como, ver os encartes, com as fotos e imagens do álbum, fichas técnicas e mais ainda: ritualisticamente, colocar o disco pra rodar e ouvir!

Sou da teoria que o MP3 e o streaming podem ter boas qualidades sonoras, mas tiraram a música do mundo físico, sendo nada palpável e o CD, mesmo sendo de alta fidelidade,  não tem o apelo visual que um LP tem.

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Este foi o primeiro post do Universo do Vinil! A partir de agora, cada semana um novo post realizado por nós, a equipe do UV. Somos, antes de mais nada, colecionadores de Vinil e amantes da música!

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