1987, 1996 e 1997: nascimento do Compact Disc no Brasil, o fim(?) do Vinil e a morte do CD.

Em 1987 o Brasil começa a colocar (verdadeiramente) no mercado os primeiros Compact Disc (os famosos CDs). Neste ano foram vendidos (de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos – ABPD) 55,2 milhões de LPs e somente 200.000 CDs – apenas no ano de 1989 que a fabricação de LPs terá um número maior que este com 56,7 milhões, mas, já vendia 2,2 milhões de CDs.

O primeiro Compact Disc fabricado no país foi em 1986 e era o álbum Garota de Ipanema com Nara Leão e Roberto Menescal, porém, sem muito apelo comercial, já que haviam pouquíssimos players para tocá-lo. Foi a Philips que inventou o CD em 1979, todavia, a “inauguração” veio com “The Visitors“, do grupo Abba pela Polydor alemã em 1982 e seria Dire Straits  que faria o formato entrar de vez na vida dos amantes de música com Brothers in Arms” em 1985, alcançando o primeiro milhão de venda de um único título.

abba

Do surgimento do CD para vendas em 1982 até 1987 foram apenas 5 anos para sua efetivação no mercado brasileiro e entre 1987 (considerado o ano da “inauguração comercial brasileira”) até 1997 chegaram a 106,8 milhões de cópias vendidas nas Terras Tupiniquins (talvez o maior ano de vendas de todos os tempos do formato do disquinho digital por aqui).

Nesta caminhada do CD, os números das vendas dos LPs iam vertiginosamente caindo chegando a 1 milhão e 600 mil cópias em 1996 e praticamente zero em 1997. Aliás, em 1997 as fábricas de Vinil são praticamente fechadas restando apenas uma grande fábrica no Brasil que hoje é a Polysom.

cd

Mas, todos conhecem o final desta história: os CDs do sucesso estrondoso de vendas passam a ser, por causa do seu formato digital, seu próprio vilão.

Em 1997 a Sony (umas das maiores da indústria fonográfica no mundo) padroniza o MP3 e, assim, a invenção que era para aumentar mais ainda as vendas de música acaba por decretar a morte do CD. A pirataria de Compact Disc (estimava-se que a partir dos anos 2000 a cada 3 CDs vendidos somente 01 era original) e o surgimento de sites como o Napster em 1999 vão fazer as vendas do disquinho prateado cairem vertiginosamente e tornarem-se praticamente sem lucros.

Só para ilustrar, veja um recorte do Relatório da ABPD de 2003:  “de acordo com a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), o mercado mundial de música no varejo indicou em 2003, pelo quarto ano consecutivo, queda nas vendas. No ano passado, registrou-se uma redução de 7,6% em valores (U$) e 6,5% em unidades vendidas. Esse resultado é atribuído aos efeitos combinados da pirataria digital e física e à concorrência proveniente de outros produtos para o entretenimento”.

Porém, como todos também já sabem, em meados dos anos 2000 os LPs voltam à tona como produtos vendáveis e lucrativos, tornando-se em 2014 mais rentáveis para a indústria fonográfica que qualquer outro formato.

É… o mundo dá voltas, novas tecnologias vão surgindo mas, o “vinilzinho velho de guerra” mostra a cada ano que é, por incrível que pareça, o melhor formato para vender e armazenar músicas!

 __________

  • Quer saber mais sobre o “ressurgimento” do Vinil? Clique aqui
  • Quer saber sobre a qualidade sonora do Vinil? Clique aqui!
  • Sobre os toca discos? Clique aqui!
  • Cuidados com seus discos? Clique aqui!
  • Como e onde comprar? Clique aqui!

Toda semana um novo post realizado por nós, a equipe do UV. Somos, antes de mais nada, colecionadores de Vinil e amantes da música!

Quer interagir? Utilize a seção contato, clicando AQUI!

 

Website Malware Scan