O Vinil no Brasil: entre a cruz e a espada! Imposto, dólar alto e uma única fábrica brasileira.

Todo mundo já sabe que o disco de vinil hoje é uma realidade comercial e vem gerando altos dividendos para a indústria fonográfica, vendendo cada vez mais.

Todo mundo já sabe, também, que todo mundo adora vinil!

Ok! Porém…

Nossa realidade não é das mais tranquilas. Vejam só:

A – Tendo uma única fábrica no Brasil (Polysom) a produção, por questões óbvias, é pequena e não atende todos os públicos e suas particularidades de gosto musical. Ficamos à mercê do que esta fábrica produz.

B – Se você comprar um vinil no exterior corre o risco de ser taxado em 78% sobre o preço dele (em geral, 60% como imposto mais 18% de ICMS) e este preço varia de 20 a 40 dólares em média. Esta questão da taxação e o dólar alto cria uma combustão no seu bolso: dólar alto + altos impostos = explosão da conta bancaria!

Veja um exemplo:

Se você comprar numa loja na web sediada em outro país um LP de 25 dólares custará no final R$186,90 (dólar a 4,20 Reais) sem contar o frete… Ou seja, pagará acima de 200 pratas na boa… Um preço muito alto e injusto!

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O maior problema é que as leis brasileiras não seguem a tendência do mercado.

O disco de vinil já foi considerado um bem cultural como é hoje o livro. Livros não pagam impostos de importação!

Mas o que levou o vinil a ser taxado? Como sempre, a confusão na cabeça de legisladores!

Nos anos 90 os CDs passaram a ser taxados, pois, neles vinham os softwares. Nesta mistureba do que é CD de música e CD de software, colocaram tudo no mesmo balaio e definiram: é CD? Tem taxa! Nisso vieram junto os discos de vinil, pois, na mente destes ilustres “entendidos” deve ter passado a seguinte ideia: tem música gravada? É CD! É CD? Tem taxa!

E nós assistindo as vendas de bolachões no mundo aumentando junto com a oferta cada vez maior de títulos e ficamos fazendo pensamentos positivos para que nossa única fábrica coloque no mercado discos de artistas que gostamos e com preços, no mínimo, razoáveis!

Como plateia, ficamos vendo LPs de nossos artistas preferidos serem relançados no exterior (inclusive títulos brasileiros), bem como, novos trabalhos, mas, na maioria das vezes, apenas observamos isso acontecer lamentando que não podemos comprar – exceto se você tiver uma conta bancária gorda. Aí, não há preço impeditivo para adquirir seus amados disquinhos de plástico preto (ou até mesmo coloridos).

Sem contar um outro fator: como os preços são altos, os lojistas que importam repassam este preço para o consumidor final, portanto, não há mágica que barateie os vinis importados.

Sobre os vinis fabricados em outros países, enquanto continuar essa política de altas taxas e dólar alto, sempre terão preços caros, seja comprando no e-commerce estrangeiro ou em lojas daqui!

E não é só isso! Neste mesmo raciocínio entram os toca-discos, agulhas e cápsulas!

Qual tem sido a saída brasileira? O mercado de vinis usados e toca-discos vintage! Este sim vem nos contemplando, porém, os preços vem subindo também já que seguem a lógica da oferta e da procura: muita gente procurando, aumenta-se o preço para obter mais lucros!

Mas, agulhas e cápsulas… prepare o bolso, caso queira comprar novas!

Pobre de nós, mortais!

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