11 dicas do UV para você comprar seu novo toca-discos

O UV em outras ocasiões já publicou sobre toca-discos e vitrolas*, porém, este é um assunto que nunca se esgota, até mesmo porque, as tecnologias e os modelos mudam de tempos em tempos, portanto, este é um tema que não tem término e estará sempre em discussão e neste artigo vamos falar somente de toca-discos novos.

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Se você está iniciando ou reiniciando sua vida com o vinil, seria muito bom ler este artigo aqui!

Se quiser ler outros artigos sobre toca-discos que o UV já publicou, clique aqui e aqui (este é especial sobre aparelhos vintage)

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Uma questão importante na particularidade brasileira é a escassez de marcas e bons toca-discos no comercio varejista e isso dificulta (e muito) a escolha e às vezes as análises podem, em alguns casos, confundirem mais do que ajudarem, portanto, cada leitor deve ficar atento se as dicas que daremos se aplicam ou não ao seu gosto.

Iremos dar 11 dicas que acreditamos serem universais que, talvez, ajudem na escolha de um player para seus discos.

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Technics SL-1200GAE 50th Anniversary Limited Edition
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Sony PS-HX500

1 – Primeiro procure entender (e assumir) qual a sua relação com o toca-discos:

Este é um pensamento tabu mas é necessário, estando no lado subjetivo da coisa e é de fórum íntimo, pessoal, indo direto para a relação entre desejos, gostos, preferências e utilidade: a experiência com o vinil, hoje, ultrapassa o ouvir discos e recai, em alguns casos, às tendências estéticas, de decoração e design de interiores, já que há um modismo no entorno de tudo que é vintage (não que o vinil seja vintage. Ele até pode ter este “ar”, porém, muito pelo contrário, ele hoje é uma retomada de uma tecnologia que acreditavam ultrapassada, mas, com o passar do tempo, o amadurecimento das pesquisas, novos costumes, lógicas relacionais, manuseios e práticas  com as tecnologias vigentes, compreenderam que é uma tecnologia que ainda se aplica e está além de sua época, tornando-se algo clássico, portanto, atemporal).

Entendendo qual é a sua verdadeira relação e desejo com o que está direcionado ao vinil e assumindo pra si mesmo, tudo ficará mais fácil e a consciência fica mais tranquila para adquirir seu toca-discos ou vitrola e dar a importância e o objetivo que deseja. Neste caso, se você quer um toca-discos levando em conta apenas sua beleza e design e não sua qualidade sonora, não se preocupe. Se é o que quer, está valendo e muito!

2 – Se você não é um DJ, não se importe muito se o toca-discos é Belt drive (que usa correias para fazer o prato girar) ou Direct-drive (o prato é girado diretamente pelo motor). Para os DJs há muita importância nisso e os Belt-drives, normalmente, não lhes são indicados. As técnicas de produção de hoje permitiram fazer verdadeiras obras de arte e com muita eficiência tecnológica na construção destes players movidos por correias que, em épocas anteriores, eram vistos como aparelhos menos desenvolvidos. Há, inclusive uma conversa entre os audiófilos (interminável e não consensual, como tudo sobre o vinil) que os direct-drives podem, em alguns casos e conforme a engenharia do aparelho, interferirem diretamente na emissão do som. Portanto, muito cuidado com a “propaganda” que se utiliza para vender um tocador a partir dele ser um direct-drive! Você pode estar comprando gato por lebre! Direct-drive tem que ser MUITO BOM para se tornar um excelente e acima da média toca-discos e isso é MUITO MAIS CARO!

3 – Cuide do tipo de cápsula e agulha que vem no, como chamam os portugueses, gira-discos. Há, em alguns casos, uma enganação para diminuir o preço final do toca-discos e colocam um conjunto de cápsulas e agulhas de qualidade inferior, barateando o produto e, no final, você terá que adquirir novas e melhores agulhas e cápsulas para ter um som de qualidade (e isso não é barato, portanto, faça logo as contas se compensa a compra ou não).

4 – Analise sempre a questão da assistência técnica, afinal de contas, você estará adquirindo um produto para durar muito tempo e como 100% dos toca-discos vendidos no Brasil são importados, avalie sempre esta questão.

5 – Além da assistência técnica, repare na venda e na sempre continuidade delas para os componentes como correias de reposição, tampas, dobradiças, agulhas, cápsulas e etc. Lembre-se que o tempo e o contínuo manuseio são inimigos disso tudo…

6 – Já compreendendo o item 1, cuide muito da forma como foi construído o aparelho (sua engenharia). Se possível, pesquise e escute-o antes para ver se a sua beleza externa condiz com o som que sai dele. Em alguns casos pode ser um aparelho bonitinho, mas ordinário…

7 – Avalie em qual conjunto de som você acoplará seu toca-discos e, normalmente, os novos já veem com o amplificador interno para a emissão do áudio. Caso não venha, você precisará saber se seu conjunto de som tem o local apropriado para plugar o player. Este local, nos conjuntos antigos se chamava “phono”. Caso não tenha esta entrada, você precisará comprar um “preamp”.

8 – Este item anterior fará você lembrar que não adianta ter um bom toca-discos e um conjunto de som miserável. Portanto, veja se seu conjunto é condizente com seu novo toca-discos e se não precisará, no final das contas, comprar novas caixas, receivers e etc.

9 – Avalie se comprar um toca-discos em lojas brasileiras será ou não mais em conta que importar. Há casos onde um bom tocador custa lá fora uns 200 a 300 dólares e aqui mais de 3 mil reais. Coloque na ponta do lápis o preço brasileiro, a conversão do valor no exterior para o Real, o imposto sobre importação, IOF, o tempo de entrega e o frete, bem como leve em consideração os itens 4 e 5. Analise isso tudo, junte com os possíveis riscos e veja se vale a pena comprar. Em alguns casos, creia, vale muito a pena.

10 – Não entre na conversa que toca-discos bom não pode vir equipado com transformador automático do som do vinil em MP3. Isso é papo antigo, como era nos primórdios dos telefones celulares quando diziam que tirar fotos boas só em câmeras fotográficas. Hoje há excelentes smartphones que tiram ótimas fotografias como há excelentes toca-discos que emitem um ótimo som e que transformam seu disco em arquivo digital de qualidade. Não se esqueçam que a tecnologia se desenvolve e o que importa é qual a serventia que você quer dar para seu tocador e, obviamente, um bom player resultará um arquivo melhor. Vide o novo da Sony!

11 – Por fim, não esqueça de ver o local onde colocará seu novo toca-discos. Não pode bater sol, maresia, vento (perto de janelas pode ser um perigo! Já vi um toca-discos com a tampa aberta e numa rajada de ventos quase voar!) e saiba que o conjunto de som precisará ficar junto. Antes de comprar veja onde o colocará!

Pois bem, essas são algumas dicas e este assunto jamais se esgotará. Se levar em consideração alguns destes pontos, sua experiência com seu novo toca-discos poderá ser muito melhor e agradável.

Agora, meta um disco no “toca” e deixe a emoção aflorar!

* Toca-discos são diferentes de vitrolas. As vitrolas já veem com caixas de som embutidas e, por isso, emitem som sem precisar de outros aparelhos para auxiliar na escuta.

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