12 Mitos que envolvem o mundo do vinil

Você já deve ter se deparado com situações que vamos apresentar aqui e algumas se tornaram verdadeiros “folclores”.

Vamos a elas?

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  • O som do chiado é um charme no vinil. Você até pode achar um charme, mas, o chiado não vem gravado no vinil (exceto se houver um erro técnico no momento da gravação ou prensagem). Isso pode ser sujeira incrustada nos sulcos onde passa a agulha (tente lavar umas 2 ou 3 vezes para ver se o chiado não diminui ou acaba?) ou micro arranhões.
  • O envelope de papel é o melhor meio de se guardar o vinil na capa. O papel cria um poeira que com o tempo entra nos sulcos, mofa com mais facilidade e, dependendo da qualidade do papel, pode se tornar uma verdadeira lixa, riscando seu vinil toda vez que você o tira ou o coloca no envelope (e até pode inutiliza-lo para sempre)
  • O plástico protegerá meu vinil eternamente. De tempos em tempos você deve trocar o plástico interno, pois, por ser mais fino, ele se desfaz. A capa do vinil, por ser papelão, amarelar-se é um fator natural e independe do plástico da capa (neste caso o plástico só ajuda a preservar por mais tempo as qualidades do papel/papelão).
  • Qualquer toca-discos é bom. Jamais! Há toca-discos que são uns verdadeiros engodos e podem até danificar seus discos.
  • Vinil estrangeiro sempre é melhor que o nacional. Esse é um dos maiores mitos e faz parte da própria cultura brasileira de achar que tudo fora daqui é melhor. O vinil sempre será bom se a fábrica e seu modo de fazer forem com respeito e responsabilidade e isso independe da nacionalidade.
  • Vinil mais pesado é melhor que os mais leves ou vinil 180 ou 200 gramas é sempre melhor. Vinis mais pesados são, obviamente,  melhores para manusear e conservar, bem como, para “firmar” mais no prato do toca-discos (alguns audiófilos dirão que isso pode ajudar a apurar o som). Porém, quanto à qualidade sonora do disco, podes crer, ela não está na dose de matéria usada para construir o disco, pois a profundidade do sulco que a música fica gravada é sempre a mesma, portanto, as informações audíveis não variam de acordo com o peso. Basta você analisar o comprimento das agulhas e verá que sempre é a mesma, portanto, não há sulco mais profundo e, com isso, um disco com quantidades maiores de informações gravadas. Ou, alguns dirão, que as “paredes” dos sulcos ficam mais firmes evitando verberação da agulha. A resposta é simples para isso: se o plástico utilizado for de qualidade, as “paredes” jamais serão “molengas”. O que faz a qualidade do vinil ser boa é a utilização de matéria prima de primeira; a captação do som em bons estúdios e a sua posterior mixagem (onde se acerta os níveis e equalização de cada pista) com esmero e cuidado; a audição primorosa após a gravação nos estúdios; a masterização (que seria uma espécie de “pente fino” final nas pistas para verificar quaisquer problemas) com zelo e cuidado; o master (gravação original de onde saem as cópias) ser bem feito e exemplarmente elaborado. e, por fim, a prensagem ser meticulosamente calibrada e caprichosa. Estes itens que, de acordo com seu grau de aperfeiçoamento, farão um vinil ser bom ou ruim.

 

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  • CD é melhor que vinil – As frequências que dizem que o CD alcança são inaudíveis para o humano, portanto, não as percebemos!
  • O vinil é melhor que CD – isso sempre dependerá da qualidade técnica do vinil e do CD. Há casos e casos
  • A durabilidade do CD é muito grande – de acordo com especialistas, a química existente no CD ainda não foi comprovada se a durabilidade dela é superior a 50 anos
  • O vinil é muito frágil – Depende. Se você seguir as recomendações sobre limpeza e conservação, pode ter certeza, terá vinil para mais de 100 anos
  • Vinil lacrado é a garantia que ele é novo. Nem sempre! Para enganar, basta o vendedor lacrar e há muitas fábricas que não entregam o vinil novo lacrado. A garantia é a honestidade do vendedor ou loja, por isso sempre é bom pesquisar a idoneidade antes da compra.
  • Agulhas e cápsulas para DJs são sempre melhores! Agulhas e cápsulas especificas para DJs tem peso e dureza diferentes, pois, para fazer os scratchs com qualidade precisam de uma engenharia própria para a fabricação e podem danificar seus discos. O ideal é sempre utilizar agulhas e cápsulas específicas para cada ocasião (assim como as agulhas e cápsulas para vinis 45, 78 rpm e mono)

E, sem entrar na lista dos 12, o maior mito de todos: A onda do vinil é moda ou o vinil é uma onda passageira!

Ah! Isso já discutimos muito no UV e você sabe que não!

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