O futuro do vinil é espetacular! 2017 que venha logo!

Faltam apenas 3 Conversas de Vinil para acabar o ano e em 2017 voltaremos somente no domingo dia 08/01. Nos domingos de 25 de dezembro e 01 de janeiro não teremos nossa coluna tradicional, afinal, não gostaríamos de ver as pessoas na Internet, né? E sim confraternizando com amigos e familiares nestes dias tão importantes e, de preferência, escutando seus vinis com a galera! Isso é bom demais!!!!!

Como já estamos falando em tom de final de ano, nada melhor que aquelas coisas que a mídia faz de previsões e retrospectivas. Nesta nossa Conversa de hoje, a história não é propriamente uma retrospectiva nem previsões, mas um panorama, uma espécie de resumo do que observamos que está vindo por aí durante este mais de um ano de vida do UV.

O que o leitor e a leitora lerão a seguir são notícias que veiculamos neste período de existência e que, tudo indica, nos apontam um futuro brilhante para nossa indústria de mídias de música analógica. Não vamos falar no óbvio do aumento de vendas que vem desde o ano 2000 ininterruptamente, mas de fatos que demonstram investimentos, pesquisas e ações proativas a este mundo musical que gostamos.

Então, vamos?

  • A abertura de novas fábricas de vinil como, por exemplo; no Brasil, a Vinil Brasil; na Argentina, a Láser Disc y Morello; a divulgação da Crosley afirmando a pretensão em construir sua própria fábrica, além da já anunciada fundação de novas plantas da GZ Média nos EUA e Canadá e a ampliação do parque de produção de algumas fábricas já existentes, como a Polysom no Brasil, que aumentou sua capacidade de produção em mais de 20%.

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Polysom

  • O anúncio da japonesa Nippon Precision Jewel Industry Co. (uma das maiores produtoras de agulhas do mundo) revelando o recorde de vendas em 2015, chegando ao número de 175.000 unidades vendidas – um aumento de 80% nas vendas entre 2010 e 2015 – e, por isso, investindo na melhoria de sua capacidade produtiva.

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  • Os investimento por parte de selos e/ou gravadoras no lançamento de álbuns e EPs em fita K7, além do desenvolvimento de estúdios especializados em música analógica e a aquisição de máquinas duplicadoras para a confecção das fitinhas como, por exemplo, o estúdio FlapC4 no Brasil.

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  • Grandes investimentos (com milhões de dólares envolvidos) em novas tecnologias para a fabricação de vinis estão surgindo, como por exemplo, as máquinas da alemã Newbilt Machinery e da canadense Viryl Tecnologies e o Vinil Verde (Green Vinyl Records) da Symcon (empresa holandesa) que está desenvolvendo uma tecnologia para gravar discos via injeção*. Outras tecnologias como a da japonesa Ulvac (que pretende evitar arranhões e cargas estáticas nos discos causados pelo manuseio) e o High Definition Vinyl ou Vinil HD da austríaca Rebeat Digital (que aumentaria a capacidade de dados gravados no bolachão) já estão nos laboratórios de pesquisa e despontando como realidades para o futuro do vinil.

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rebeat

  • O investimento em álbuns e caixas cada vez mais ousados, lindos e caros. Vide a caixa do Queen (inclusive há uma versão que acompanha um toca-discos personalizado), a última dos Rolling Stones e o álbum A Moon Shaped Pool do Radiohead, entre muitos outros. No Brasil, a Polysom lançou em 2015 duas caixas especiais (Chico Buarque e Mutantes) e em 2016, Alceu Valença.
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Queen
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Rolling Stones
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Radiohead
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Chico Buarque
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Mutantes
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Alceu Valença
  • A produção cada vez maior de toca-discos de qualidade vista com ênfase na High End 2016 na Alemanha (maior feira europeia de aparelhos eletrônicos Hi Tec para som)  e o investimento de grandes da eletrônica mundial no desenvolvimento de toca-discos como a Sony e Panasonic (Technics), que, inclusive lançaram seus toca-discos na CES 2016 (maior feira mundial de tecnologia).
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Sony PS-HX500
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Technics SL-1200
  • A constatação no Hi-Res Symposium da DEG (The Digital Entertainment Group) nas instalações da Capitol em Hollywood em junho de 2016 com representantes de gravadoras e eletrônicas como Sony e Capitol Studios, produtores e engenheiros da Academia Americana de Gravação sobre a qualidade do vinil como algo inquestionável no mercado de mídias para música.

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  • O investimento em vendas de vinil não só na abertura de lojas especializadas, como em lojas de departamentos e outros tipos e em acessórios para estes discos. As máquinas de lavar vinil – que são aparelhos nem tão baratos – mostram bastante esta realidade.
Rough Trade, uma das maiores lojas de vinil do mundo
Rough Trade, uma das maiores lojas de vinil do mundo
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Vinyl Cleaner Pro – Faz a limpeza usando ultrassom

Isso tudo não é imaginação, são fatos que mostram o vinil e a fita cassete como alvos de altíssimos investimentos e pesquisas para a melhoria destes produtos musicais que tanto gostamos. Que chegue logo os próximos anos para que possamos usufruir de todas estas verdadeiras possibilidades. O vinil é o futuro!

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*este método de moldagem por injeção evita o vapor, supostamente economizando até 65% de energia, e não aplica pressão nas matrizes estampadoras, permitindo que elas sejam usadas por períodos mais longos sem afetar a qualidade.

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