Os vinis brasileiros mais bonitos de 2016

O UV nesta Conversa de Vinil compartilha com os leitores os discos que considera como os mais bonitos e bem elaborados do ano de 2016 – não na questão da qualidade musical e sim, na concepção do design, da arte e da criatividade das capas, encartes e quaisquer outros tipos de informações e materiais que venham nos álbuns.

Para tal evento, além da equipe do UV, foram consultados especialistas e pesquisadores, DJs, membros de Clubes de Vinis, colecionadores e articulistas de blogs e páginas especializadas e estes só poderiam considerar os LPs fabricados no Brasil ou vendidos exclusivamente aqui (fabricados no exterior, porém, exclusivamente para venda nacional) do ano de 2016 e não podiam ser reedições lançadas neste ano idênticas ao original da época em vinil. Foi solicitado ao grupo que fizesse a escolha de um ou mais álbuns e o resultado final nos deu uma lista com 5 discos.

Então, vamos a estes discos que são verdadeiras obras de arte e criatividade:

1º lugar –  Dancê de Tulipa Ruiz

O Noize Record Clube foi o responsável pelo lançamento deste disco. Aliás, este clube do vinil nos deixou perplexos durante todo ano ao lançarem verdadeiras obras de arte na concepção não apenas musical, mas também, pela beleza da construção de seus discos. Todos muito caprichados na elaboração da arte e do design, porém, Dancê, além de ser o mais bonito do Noize de todos os tempos foi também o escolhido pela seleta lista do UV para o disco do ano!

Dancê é um vinil rosa em capa dupla, numerado e com uma sobrecapa que ao ser deslizada dá a sensação de movimento.

 

2º lugar – Pomar e Jardim de Nando Reis

Este disco lançado pelo selo próprio do Nando Reis nos deu uma pequena dor de cabeça, afinal, valia ou não valia um conjunto de 2 discos LPs que, na prática, compõe um único álbum? Chegamos à conclusão que valia sim, pois, tanto a fita K7 como o CD são em um único volume, portanto, percebemos que é um álbum que, no caso do vinil, foi desmembrado em 2 discos separados, mas, que completam uma obra única.

 

3º lugar – Isso aqui não é Woodstock, mas um dia pode ser: ao vivo no II Festival de Águas Claras, 1981 de Raul Seixas

Lançado pelos selos 180 Selo Fonográfico e Recordcollector Brasil, o álbum inédito de Raul Seixas, além do valor histórico e artístico do cantor trouxe fotos raras e uma longa reportagem sobre a fase que Raul vivia, com entrevista dos músicos que tocaram no show e da ex-companheira Kika Seixas. Foi concebido em capa dupla e os discos poderiam ser escolhidos em dois modos de cor: preto e transparente. Além disso, conta com um OBI (uma faixa de papel que atravessa a capa) com a numeração do disco e um selo em alto relevo de uma das gravadoras que também é posto no plástico que acompanha o álbum. Muito bonito.

4º – Ná e Zé de Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik

Lançado pelo selo Circus o álbum Ná e Zé é um LP duplo de Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik. Com um visual projetado por Teresa Maita. É de fato um trabalho maravilhoso de se ver!

5º lugar – A mulher do fim do mundo de Elza Soares

Depois de ter sido lançado primeiramente na Inglaterra, (novamente) o selo Circus lança uma edição brasileira, portanto, pudemos aceitar a inclusão deste fabuloso álbum na nossa lista. A arte segue a realizada no Reino Unido (selo Mais um Discos), excetuando a cor que no original é branco e a deste caso se assemelha à do CD.  A capa e o encarte foram realizados com um design bem contemporâneo, se adequando à veemente atualidade das letras e sonoridade que todo o disco é carregado. Realmente, muito bacana.

LP inglês

Por fim, sabemos que toda lista não é definitiva – cada leitor, obviamente,  deve ter suas preferências – e com esta Conversa de Vinil pretendemos mostrar que o disco brasileiro também se preocupa com a estética e está afinado com as tendências internacionais que procuram fazer álbuns com artes cada vez mais elaboradas.

Que em 2017 possamos mostrar novamente os mais bonitos do ano e, assim, podermos contribuir com uma prática que almeje nos trazer discos bacanas e caprichados não apenas na arte da música, mas inclusive, no design e na concepção das suas capas, contracapas, embalagens e em quaisquer outros materiais que venham nos vinis.

Aproveitamos para informar que esta é a última Conversa de Vinil de 2016 e faremos um breve intervalo até a próxima que sairá no dia 08 de janeiro de 2017, afinal, não desejamos que ninguém fique nos domingos 25/12 e 01/17 na Internet, mas que festejem com suas famílias e amigos nestas datas tão significativas nas nossas vidas.

Feliz Natal, Próspero Ano Novo e até 08 de janeiro de 2017!!!

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