2016 foi o ano do vinil

Mas, também em 2015, 2014, 2013, 12, 11… O fato é que o vinil vem crescendo mais de 10% por ano desde 2000.

É com a frase acima que começamos nossa primeira Conversa de Vinil de 2017!

Os números sobre as vendas de vinil em 2016 nas Terras do Tio San já saíram e mostram que nosso valoroso disquinho preto continua firme e forte neste território da América do Norte. Na Inglaterra idem, como na Espanha também e em vários outros países.

Na Conversa de Vinil de 27/11/2016 nos mostramos que o futuro do vinil é espetacular e que este ano de 2017 seria um ano ímpar para este formato, pois, com certeza, será o ano que iniciará uma nova Era do mercado de vinil e suas tecnologias de fabricação e gestão, afinal, novas fábricas já estarão abertas aumentando a capacidade de produção e novas tecnologias já poderão estar em curso (ou sendo iniciadas) para a fabricação de vinis. Nesta, a primeira de 2017, pensamos rapidamente o papel das grandes gravadoras adentrando de cabeça no mercado do vinil, bem como, a situação atual do movimento vinil brasileiro.

Vejamos o que nos espera:

O disco de plástico preto, ora colorido, vem sendo pensado pelas grandes gravadoras como uma real saída para o marasmo financeiro que se encontram desde a derrocada dos LPs e compactos no final dos anos 90 até os dias de hoje. Mas, como toda história tem a turma das Teorias da Conspiração, alguns acham que a permanência do vinil (não vamos falar em “volta do vinil” mais, né? Pois, quem lê o UV já entendeu que ele nunca se foi) tenha sido orquestrado por essas poderosas indústrias do entretenimento. Ledo engano! Quem fez e faz o vinil se manter vivo são os adeptos desta mídia que nunca a abandonaram, as pequenas gravadoras, selos e artistas independentes. As grandes estão, na verdade, na carona deste movimento do século XXI.

É óbvio que a partir de agora ou de um intervalo de tempo passado muito pequeno, estas grandes queiram ser as protagonistas do vinil, mas ainda tem muita água para rolar, afinal, perderam o grande trunfo que tinham que são as fábricas próprias. Nos dias atuais as empresas que fabricam o vinil não pertencem mais a elas e precisam terceirizar, ficando, portanto, à mercê dos cronogramas e prioridades dos atuais proprietários. Mas, este movimento das grandes terceirizando a fabricação está criando dois fenômenos que nada nos interessam e que podem mudar radicalmente o canário:

1 – o aumento dos preços; um vinil de um selo independente normalmente custa menos que um de uma grande gravadora e a diferença de preço pode chegar a quase 50%!

2 – a possibilidade real de empurrarem as pequenas gravadoras e selos para o fim da fila das fábricas, afinal, detêm o poder econômico, atrapalhando bastante os proveitos que as pequenas nos trazem, assim como, os artistas independentes.

Como tudo na vida tem vários ângulos, existem também os benefícios que só as maiores podem nos apresentar: são elas a detentoras dos catálogos de grandes artistas que as pequenas jamais poderão nos trazer de volta. E isso é uma grande vantagem, pois, muitos álbuns que foram lançados apenas em formato digital estão vindo à baila em LPs e outros tantos que estavam adormecidos estão paulatinamente voltando às prateleiras. Também é por intermédio delas que os álbuns atuais de artistas que estão no topo da cadeia da música internacional passaram a serem vendidos em vinil. O caso Adele e o último trabalho de David Bowie ilustram perfeitamente este raciocínio.

Resta-nos, no caso brasileiro, resolver dois grandes problemas:

1 – a falta de bons toca-discos para a venda com preços de acordo com a realidade nacional. Este ponto é um fator que atrapalha bastante a vida do fã do vinil nas Terras que Cabral Descobriu. Para nós, o crescimento do vinil está muito ligado à capacidade de oferta de bons toca-discos e com preços convidativos. É impossível para o brasileiro em geral obter tocadores que custem mais de R$ 1000,00. Na Europa e nos EUA é comum a venda de excelentes máquinas a preços módicos para o europeu ou americano do norte comum, Aqui, isso inexiste! Sem toca-discos não haverá aumento substancial das vendas; sem aumento substancial, não há oferta mais diversificada de títulos – isso também é fato!

2 – Os juros e o dólar altos. O UV vem batendo na tecla desde seu início de atividades que do jeito que está o dólar e os custos com importação (impostos) é difícil a aquisição de vinis estrangeiros – que é a imensa maioria das ofertas de títulos, inclusive brasileiros que são produzidos no exterior. Sem acesso ao disco importado a nossa lista de desejos se torna muito pequena e isso é totalmente frustrante.

Nos resta esperar e vermos qual será o teor da primeira Conversa de Vinil de 2018 nos apresentando se de fato houveram ou não mudanças radicais neste universo que envolve o vinil e se serão benéficas ou não para nós adeptos e consumidores desta mídia (principalmente para nós brasileiros) e se realmente as grandes gravadoras se tornaram as protagonistas deste mercado.

2017 promete!

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