Como iniciar sua coleção de discos de vinil

Ok, você já sabe que os discos de vinil estão em alta, que eles são muito legais, sai um som de qualidade excelente, já viu que tem em casa ou nas residências de familiares um toca-discos guardado em algum canto ou pretende comprar um novo e quer começar a entrar neste universo dos discos de vinil. Ok! Beleza pura! Mas, aí vem a pergunta de sempre: como começar uma boa coleção de discos e ter uma discoteca maneira?

Para início de conversa – e essa é a nossa Conversa de Vinil da semana – para dar nascimento à coleção, basta começa-la. Simples assim: pegue os discos que porventura tenha, instale o tocador a uma aparelhagem de som e comece a audição. Ah! Não sabe como ligar esse bichinho? Não se descabele! Caso seja um antigo, nós ajudamos você a encontrar o manual clicando aqui, e se for um novo, siga as orientações que vem na documentação que está na embalagem.  Mas, lembre-se: precisará limpar os discos e ver se a agulha está em boas condições. Para tais atividades, inicie lendo os artigos da seção Tudo Sobre Vinil do UV e lá encontrará muitas dicas, contudo, dê o start da leitura a partir do Para quem vai iniciar (ou reiniciar) sua vida musical com o vinil e procure aumentar sua discoteca adquirindo e até mesmo ganhando dos amigos e/ou familiares os discos que eles não querem ou não apreciam mais.

Porém, você quer ir além da escuta dos discos que encontrou em casa ou daqueles que ganhou ou comprou a esmo e pretende começar uma discoteca de qualidade. Como dizem por aí, “de responsa”! Então, precisará continuar a leitura.

Como dica inicial, comece sua coleção procurando discos de artistas e bandas que te agradam e que você conhece sua discografia. Isso ajudará muito na garimpagem – aliás, este é o termo que os aficionados por discos de vinil usam para indicar que foram às ruas procurar e adquirir discos. E deve estar se perguntando pela nossa afirmação de que iniciar pelos conhecidos é melhor? A resposta é básica, rápida e curta: iniciar pelo conhecido é mais fácil para ir aos poucos se familiarizando com este universo, pois, é bastante diferente daquele que envolve streaming ou MP3 e mais próximo no que diz respeito aos CDs por causa das especificações do mercado e da nomenclatura utilizada, por isso, já sabendo o que quer procurar é meio caminho andado!

Ainda pensando na proposta acima, procurar por discos mais raros dos artistas e bandas que mais gosta e, até mesmo, tentar completar a discografia em vinil de cada um é muito legal e te proporcionará horas e dias (talvez anos) de procura por aquele disco que ainda lhe falta. Contudo, tenha certeza, quando você terminar a coleção de um artista o prazer é imensurável!

Porém, você quer ir mais além e gostaria de ter uma discoteca básica com um pouco de tudo, mesmo que existam discos de artistas que não lhe agrade muito, afinal, para ti o bacana é ter algo mais significativo de cada ritmo. Então, a dica para esse tipo é mergulhar na Internet e procurar o que os entendidos apontam como os discos mais importantes da MPB, jazz, rock, samba e etc e “ir à caça” deles. Podes crer, este tipo de coleção faz um sucesso danado quando descobrem que sua discoteca vai do samba ao pop, do rock ao rhythm blues e assim por diante. É uma opção muito bonita.

Não param por aí os modelos de coleções, existem vários tipos de colecionismos de discos, como temas específicos (aqueles que só colecionam trilhas sonoras de filmes brasileiros, por exemplo); por ritmo (aqueles que criam sua discoteca apenas com discos de rock, como um caso análogo); os que já preferem um período histórico (tipo, somente discos dos anos 50); aqueles que só procuram para sua posse discos de 45 RPM (rotações por minuto) ou compactos (discos de 7 polegadas); os que só querem discos novos ou aqueles que somente procuram por usados; colecionadores específicos de discos 180 gramas ou mais pesados (entenda sobre o peso do vinil aqui), de discos coloridos ou de capas com características peculiares e outros distintos casos.

Para tudo dar certo, basta procurar qual é a sua vontade, ou seja, o que você quer colecionar e assim montar sua discoteca e qualquer modelo de coleção que venha realizar, mesmo que seja tema livre ou que privilegie um tipo, mas não abre mão de aquisições fora do modelo proposto, se feito com esmero e dedicação criará discotecas dignas de inveja.  Porém, isso é muito importante e só existem boas discotecas a partir do estudo e da dedicação: faça pesquisas em livros, artigos, blogs, sites e Redes Sociais especializados em música, revistas (como a Billboard, Rolling Stones e a Noize, como exemplos) e não se esqueça de ir nos artigos e livros de críticos, jornalistas e pesquisadores sobre o assunto (e você pode começar pelo nosso livro clicando aqui). Todas estas ações são muito legais e vão te dar o embasamento para as escolhas e lhe proporcionarão conhecimentos que só se adquire estudando e investigando, te ajudando muito em ser um conhecedor da música, suas vertentes e a indústria fonográfica. Desta forma, colecionar discos de vinil e montar sua discoteca vai lhe proporcionar 3 prazeres: o da música em si (ouvi-la e apreciá-la), aprofundamento dos conhecimentos já adquiridos e descobertas que, com certeza, lhe darão muita satisfação.

Outra questão primordial é que existem 2 tipos de colecionadores: aqueles que usam os objetos colecionados e aqueles que os tem só pelo prazer de os ter com um apelo mais no âmbito psicológico da contemplação do obejto. Ou seja, há aqueles que colocam os discos de fato para tocarem e aqueles que nem abrem as embalagens, mantendo-os no estado de compra. Em alguns tipos de colecionismos este último caso é muito comum, como os que colecionam carrinhos de ferro (diecast car), já que os carrinhos fora da embalagem ou com ela aberta perdem o valor de revenda e de importância, porém, isto não vem ao caso dos discos de vinil. O que vale como característica para a revenda e importância é ele estar em bom estado, inclusive  com encarte original (se o disco em questão tiver) e outras questões que envolvem os critérios de raridade. Todavia, não se assustem quando verem coleções com os discos intactos. Isso é normal no colecionismo em geral e na maioria das vezes a mídia desconhece esta característica, pois ela é própria do mundo dos colecionadores.

Ok, você agora já tem seu tema da coleção e que ir à garimpagem, portanto, onde procurar os discos? Fisicamente, procure na sua cidade as lojas, sebos e feiras de discos. Quase todas as cidades tem hoje uma ou mais lojas que vendem discos, principalmente usados, e estas lojas normalmente são sebos de livros ou de equipamentos para áudio de segunda mão e também grandes cadeias de livrarias. Não deve ser difícil saber onde elas se encontram.

Na internet é mais fácil. Há uma infinidade de lojas e pessoas que vendem utilizando o e-commerce. Para isso coloque na busca do Google discos de vinil e encontrará boas lojas e pessoas que vendem enviando pelos Correios. No UV damos dicas de alguns locais e vendedores que já experimentamos (clique aqui), porém, para nós a experiência foi boa, mas é sempre bom averiguar no Reclame Aqui se a loja é confiável. Nas Redes Sociais, principalmente, no Facebook tem muitos vendedores de discos e uma infinidade de grupos próprios para isso, bem como no Mercado Livre. Contudo, antes de ir às compras na www veja as dicas que damos em Como comprar vinil usado na Internet.

Além disso tudo, cuidado com os preços. Os discos de vinil estão em alta e no caso brasileiro, por termos uma pequena produção local de discos novos (que não chega a 200 mil por ano) junto com uma grande dificuldade de importação e alguns serem de fato raros (e, por isso, caríssimos), os preços dos usados subiram vertiginosamente. Para você entender melhor sobre a precificação dos discos, sugerimos ler este artigo do UV – clique aqui para ler.

Por fim, não esqueça que neste nosso espaço tem dezenas de dicas e artigos especializados sobre nossos queridos discos. Faça um tour no Universo do Vinil e aproveite!

Bom divertimento! Afinal, disco é cultura, mas é também uma grande curtição!

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