Sim, 2017 já é um marco para a história recente dos discos de vinil

Exatamente no dia 27 de novembro de 2016 a nossa coluna semanal “Conversa de Vinil” já previa que o futuro do vinil e da música analógica em si seria excepcional e anunciávamos: O futuro do vinil é espetacular! 2017 que venha logo! Passado 07 meses das nossas previsões e expectativas, portanto, ultrapassando a primeira metade de 2017, já podemos tirar algumas conclusões e afirmar: sim, este 2017 está sendo espetacular!

Dentro das nossas perspectivas inseridas no referido artigo de 27/11 de 16 aí vai uma mostra do que este ano vem representando para a história recente da música analógica e vamos seguir exatamente os subtítulos do referido artigo:

A abertura de novas fábricas de discos de vinil: como já visto nas nossas postagens diárias no Facebook do UV, várias fábricas foram abertas este ano e outras anunciadas. Dentre as novatas temos a Third Man Record que, inclusive inaugura outro ponto fundamental para entendermos a economia do vinil que foi introdução de maquinário novo para as plantas industriais de discos – coisa que desde a década de 80 não existia mais. Neste ponto podemos incluir também o anuncio da Sony como a primeira das grandes gravadoras a divulgar a abertura de sua fábrica própria no Japão. Este último fato é muito representativo para começarmos a entender o movimento da economia do vinil a partir da perspectiva das majors (nome dado ao conjunto das maiores gravadoras do mundo que além da Sony fazem parte a Universal e a Warner) e isso merece uma Conversa de Vinil própria e especial.

Os investimentos em Fitas K7: em 2016 houve um aumento de mais de 70% da vendas de cassetes nos EUA e esta tendência continua neste ano a ponto de atrair importantes artistas e grupos para o formato, como Justin Bieber no exterior e Nando Reis por aqui, sem contar, trilhas sonoras de filmes como Guardiões da Galáxia que está fazendo o maior sucesso no mundo.

Grandes investimentos (com milhões de dólares envolvidos) em novas tecnologias para a fabricação de vinis: como adiantado acima, desde os anos 80 que não existia fabricação de máquinas para a indústria de discos. Esse fato só ocorreu porque houve investimento para o desenvolvimento do maquinário, afinal, prensas para vinil são caríssimas e precisam de algumas especificidades que não são passíveis de serem encontradas em outros modelos. Para se ter uma ideia, o preço de uma máquina desta chega a ser superior a 250 mil Euros, praticamente 1 milhão de Reais.

Maquinário da Viryl Technologies

O investimento em álbuns e caixas cada vez mais ousados: esta parte nem precisamos dizer muito, basta olharmos para as caixas como dos The Doors; do Evanescence com o “The Ultimate Collection” ou o The Albums do Bon Jovi, entre vários outros, a ponto da discografia em vinil dos Beatles ser vendida em fascículos nas bancas de jornais da Europa.

A produção cada vez maior de toca-discos de qualidade: A Pro-Ject anunciou em março que somente ela em 07 anos aumentou em quase 400% as vendas de toca-discos! Imaginem as outras? Sem contar lançamentos especiais, como os toca-discos alusivos aos Beatles e a vitrola da Crosley do Star Wars.

Pro-Ject George Harrison
Crosley Star Wars

O investimento em vendas de vinil e em acessórios: estima-se que a cadeia produtiva do vinil irá trazer 1 bilhão de dólares este ano em vendagens de discos, toca-discos e acessórios. É muita grana! Para se ter uma ideia, no ano de 2016 a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) em seu relatório saído em maio deste ano afirma que de todos os formatos físicos de venda de música, os discos de vinil representam o único em crescimento.

Máquina de lavar vinil da Clearaudio – Custa mais de 3500 dólares

Nesta nossa lista só faltou dizer sobre as vendas de agulhas que constava na nossa postagem de novembro de 2016, porém, não é imaginação apostar que  sua vendagem deve estar indo de vento em popa, já que o alto consumo de discos gera crescimento nas vendas de agulhas e cápsulas e bem poderia estar no item sobre grandes investimentos o anuncio da Audio Technica das suas novas cápsulas e agulhas que já estão no comércio varejista.

Agulha VMN60SLC – Preço estimado: mais de 500 dólares

Este foi apenas um relatório parcial de 2017 e sabemos que ainda falta metade dos meses para o ano terminar, porém, a resposta de seu término já está na ponta da língua: 2017 será um ano espetacular para o vinil. Continuemos no aguardo do seu fim para sabermos o quanto estes 365 dias serão representativos para a indústria fonográfica, entretanto, podemos afirmar antecipadamente levando em consideração tudo que vem ocorrendo nestes primeiros 06 meses: 2017 é um marco para a história recente do vinil! E que venha mais!

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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