Disco mono ou estéreo? Que papo é esse?

Nosso artigo de hoje vem responder alguns leitores que nos enviam perguntas ou nos dão dicas para assuntos na nossa seção semanal Conversa de Vinil, portanto, vamos nos próximos artigos responder ou acatar sugestões de pautas de leitores do UV. Combinado?

Uma delas consiste sobre a diferença entre discos mono ou estéreo. Aí vai a dica do UV sobre este assunto muito importante para o vinyl lover da atualidade e como sempre vamos usar um português nada técnico para que o texto possa ser entendido até por aqueles que não dominam os jargões da tecnologia.

O fato é que anteriormente os discos eram fabricados no modelo mono, ou seja, um único canal. Isso quer dizer que todos os sons que eram captados no momento da gravação e depois mixados saiam juntos para um mesmo sinal que era gravado no disco – daí as vitrolas antigas terem, geralmente, uma única saída de som (caixa acústica).

Com o desenvolvimento da tecnologia de gravação ao longo dos anos, técnicos e engenheiros de som passaram a distribuir o som em mais de um canal e o padrão dos discos de vinil passou a ser de 2 canais – estéreo. Isso quer dizer que os discos de hoje são confeccionados para que seu som seja emitido em 2 saídas e, portanto, escutado a partir de 2 caixas acústicas. E, inclusive, as cápsulas e agulhas mudaram seu formato de captação do som no disco. Hoje em dia há cápsulas e agulhas especiais para aproveitar ao máximo o som mono de algum registro em vinil ou, até mesmo, dos antigos bolachões de laca.

Este fato deixa muitas pessoas em dúvida sobre a qualidade do som. Seria o mono pior que o estéreo? Não! Absolutamente!

A qualidade do som não tem relação com a quantidade de saídas que o disco foi projetado. A qualidade se restringe ao modo como o som do disco foi projetado para sair. Se o som que percebemos é limpo, com os timbres em perfeita harmonia e tons exatos, este será de qualidade e pode sair tanto em 1 (mono) ou 2 canais (estéreo). O que importa é percebermos a sonoridade completa, escutando todos os instrumentos e a voz (ou vozes) devidamente claras e audíveis.

Quem determina a qualidade é como o disco foi fabricado – com esmero ou não – e onde você o colocará para tocar!

Para efeito de curiosidade, existiram discos que saíram em modelos que chamavam quadrifônicos – saídas em 4 canais – porém não foram à diante e este modo foi abandonado.

Muitas nomenclaturas de aparelhos de som vêm assim:

  • Som ou áudio 1.0 – quer dizer, mono (uma única saída de som)
  • Som ou áudio 2.0 – quer dizer, estéreo (duas saídas de som)
  • Som ou áudio 2.1 – quer dizer, estéreo mais um subwoofer (duas saídas de som, mais uma caixa acústica especial para a marcação dos sons graves)
  • Os sons ou áudios 5.1 ou 7.1, por exemplo, geralmente são de Home Theater que separam o áudio em vários canais e o 1 quer dizer a presença de um subwoofer na aparelhagem.

Nos artigo anterior do UV sobre como montar um aparelho de som bacana para escutarmos vinil já dizíamos que os Home Theaters (HT) não são compatíveis com o modelo de saída de áudio dos discos de vinil. Como vocês já podem ter percebido acima ou quem leu o artigo mencionado deve ter compreendido que o formato de saída de áudio de um HT é diferente daqueles dos vinis. Nossos discos são geralmente e quase na totalidade áudios 2.0, com isso, até um subwoofer poderá afetar o tipo de som que é emitido pelo disco – as caixas acústicas projetadas para vinil geralmente já vêm com alto-falantes especiais para o som grave e outros para o som agudo (tweeter).

Exemplo de subwoofer

Outra questão a se levantar é que a qualidade do som  que sai do vinil está também diretamente ligada à qualidade do seu aparelho de som, preamp, cabeamento, caixas acústicas, cápsulas e agulhas. Lembre-se: para tirar 100% de proveito do seu disco, todos os equipamentos e acessórios devem ser de qualidade! No mundo do vinil, normalmente, não existe o aparelho bacaninha, legalzinho ou bonitinho, este para lhe dar aconchego acústico deve ser mediano para cima. Do contrário, não lhe dará o prazer que você tanto espera de um disco de vinil!

Atente-se também para o tipo de saída que tem seu aparelho de som quando for conectar seu toca-discos. Se a aparelhagem não objetiva uma saída real 2.0, com certeza fará uso de artifícios eletrônicos para distribuir o som e isso criará uma audição artificial não demonstrando o exato sinal e os trabalhos de mixagem que foram realizados no disco. Não sairá, portanto, o som original do artista ou conjunto.

Por fim, esperamos ter auxiliado nesta grande dúvida sobre o que é um disco mono e um disco estéreo e se a qualidade de um é superior ao outro. Assim, contamos que tenham entendido que a qualidade está diretamente ligada na engenharia que o disco foi realizado e nos seus aparelhos de áudio e acessórios, portanto, jamais na questão de um disco ser mono ou estéreo.

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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