As tais caixas de som

Nossa Conversa de Vinil desta semana é sobre as caixas de som na tentativa de responder algumas inquietações e dúvidas de leitores.

Então, vamos direto ao nosso papo!

Antes de qualquer coisa, nós utilizamos como sinônimos as palavras caixas acústicas e caixas de som, ok?

As caixas de som fazem parte dos sistemas de som e são confeccionadas geralmente num corpo de madeira, MDF, aglomerado ou plástico. Nelas existem verdadeiros trabalhos de análise e avaliação acústica, por isso não basta fazer uma caixa de madeira qualquer e fixar um alto-falante que o resultado será legal.

Existem alguns tipos de caixas acústicas, como seladas, dutadas e passa banda, mas para entender isso basta ir na Wikipédia clicando aqui e perceber as diferenças, já que não vamos entrar em questões técnicas sobre a construção das caixas, afinal, não somos engenheiros.

Porém, algumas definições precisamos e vamos a elas:

Caixas passivas e caixas ativas:
As caixas passivas precisam de amplificação. Já a ativa não precisa de amplificação (ela mesma faz este papel). Mas, ambas precisam receber os sinais sonoros. A caixa ativa tem dentro dela algum equipamento eletroeletrônico que amplifica o sinal recebido podendo até ter controles de graves e agudos, bem como, Bluetooth e é ligada à rede elétrica. A passiva é somente a caixa e os alto-falantes e precisa ser alimentada.

 

Caixas monitores ou flat:
São caixas especiais para estúdios.
As caixas monitores ou flat são projetadas para terem uma resposta de frequência “flat”, ou seja, com todas as frequências equilibradas, não tem equalização ou controles de graves e agudos.
Um detalhe importante: algumas até têm estes controles, porém, permitem ao usuário “zerar” os controles e passar o som sem qualquer tratamento.
O som “flat” quer dizer o som sem qualquer interferência por parte de controles externos. É o som real que sai da gravação. Por isso, as caixas monitores são usadas nos estúdios para mostrarem o verdadeiro som que foi gravado. Normalmente estas caixas são mais caras, pois precisam de componentes de alta qualidade que não interfiram no sinal recebido.
Algumas modelos são vendidos em pares com uma ativa e outra passiva para que possam ser usadas diretamente na saída de som do computador ou mesa de som do estúdio.

 

Caixas portáteis:
Hoje em dia há uma gama variada de modelos (e preços) e a maioria vem com Bluetooth. São muito usadas pelo streaming de áudio já que aproveitam a capacidade de receber o sinal sem fio do smartphone e emitir o som. São amplificadas, não necessitando de amplificadores de som.
Para o uso com toca-discos verifique se ela tem entrada com fio ou se seu tocador de vinil tem Bluetooth e, mais ainda, se seu toca-discos tem preamp embutido, caso contrário precisará adquirir um (clique aqui para entender isso).
Não aconselhamos o uso destas caixas para discos de vinil, pois, o disco emite um som 2.0 (leia aqui para entender), porém, como sempre dizemos, o importante é sua experiência sonora, se ficar bacana use sem medo!

 

Agora, como usamos as caixas?

A primeira coisa que precisamos entender é que todas as caixas DEVEM seguir as especificações requeridas pelo aparelho que vai emitir os sinais sonoros para elas – estes aparelhos podem ser os receivers ou os amplificadores (clique aqui para entender melhor sobre isso).

Não basta ter uma caixa e pluga-la no seu receiver! É necessário seguir à risca as especificações do aparelho, tais como a quantidade de ohms e a potência. Se, por exemplo, seu aparelho requer uma caixa de 8 ou 6 ohms, você necessariamente deve colocar caixas com estes parâmetros, pois, correrá o risco de danificar os alto-falantes. Da mesma forma é a potência. Jamais coloque uma caixa com potência menor que a que sai do seu aparelho – no momento que colocar o som em alturas maiores a possibilidade de sua caixa “queimar’ é praticamente 100%!

Ler os manuais é importante e devemos seguir à risca as especificações técnicas, ok?

 

Cinco toques:

  1. Se você optou em usar um par de caixas onde uma é ativa e outra passiva, nunca use-as acopladas aos receivers ou amplificadores. A caixa ativa já faz o papel de amplificar o som. Estas caixas bastam por si! Entenda mais sobre isso, clicando aqui
  2. Quer usar caixas monitores? Pode sim e são muito boas, contudo, deve seguir as especificações do aparelho que emite o sinal sonoro, ou seja, verificar se o número do ohms e da potência são compatíveis.
  3. Procure sempre adquirir produtos de qualidade. Os alto-falantes e a construção acústica das caixas demandam mão de obra especializada, muita pesquisa e o uso de componentes de alta gama para serem efetivamente boas, por isso, podem ser mais caras. Todavia, hoje no mercado há uma variedade de marcas e algumas são de fato excelentes e mais baratas que as de marcas badaladas. Pesquise muito antes de comprar – você se surpreenderá com alguns fabricantes menos conhecidos e menos famosos!
  4. Mandar fazer sua caixa é uma boa alternativa e ser um diferencial no design, mas, pode ser uma opção mais cara que uma comprada pronta. Existem verdadeiros artistas das caixas acústicas que fabricam principalmente para som automotivo e fazem um trabalho de primeira.
  5. Por fim, não desespere se sua caixa estragou. Há pessoal técnico especializado para reconstruir a estrutura de madeira e, até mesmo, para consertar os alto-falantes (muitos podem ser apenas reconstruídos, sem a necessidade de serem trocados por novos), entretanto, você já deve ter percebido o que sempre falamos: pesquise para saber se o profissional é bom e lhe dará um serviço condizente com o que procura!

Entendendo e seguindo essas poucas orientações temos certeza que seu som ficará bacana e você não gastará dinheiro desnecessariamente comprando caixas incompatíveis com o aparelho que você tem. Fique atento aos links que colocamos, seguindo-os você aumentará seu grau de compreensão sobre como montar e usar seus aparelhos de som. E também temos uma outra dica: seu aparelho ou toca-discos é antigo e não tem o manual? Não desespere, damos a dica de como conseguir um clicando aqui.

Agora é por o vinil no toca-discos e curtir aquele som!

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