Seasick Steve – Keepin’ the Horse Between Me and the Ground

Foi no dia 07 de outubro, recebi uma uma mensagem promocional do lançamento do novo disco do Seasick.

Uau!! Para tudo!! Imediatamente abri o link que direcionava para a página oficial dele e lá estava o vinil, duplo, em 180g. É claro que tratei logo de garantir o meu, pois Seasick Steve é garantia de sonzeira.

Feito isso, fui à procura de algum link na internet para ouvir e quem sabe baixar o disco para matar minha curiosidade, pois não consigo esperar um ou dois meses até meu álbum chegar para ouvir esse velhote e seu blue rock carregado de veneno tal qual as serpentes dos campos do Tennessee de onde também veio esse barbudinho.

Como bom garimpeiro que sou, sacudi a poeira, afastei a lama e lá estava ele, um link maravilhoso com o álbum completinho, com boa qualidade, suficiente para saciar meus ouvidos famintos, pelo menos temporariamente.

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Dia 02 de dezembro, chego do trabalho e lá está ele, uma pacote vindo direto de Londres.

Uau!!(de novo)… Que beleza! Um vinil novo, duplo, com uma capa linda é sempre uma grande emoção.

Botei logo pra rolar e senti aquele arrepio causado pela distorção das velhas e arranjadas guitarras de Steve. O cara é muito roots, na mais autêntica e contextual interpretação da palavra. Seu rock é rural, seu blues é legítimo.

Ao todo, vinte músicas, e para ficar ainda melhor, algumas versões de velhas canções de artistas pouco conhecidos por essas bandas.

Uma linda roupagem ele deu a “Gentle on My Mind”, de Glen Campbell; “Everybody’s Talkin’ at Me”, de Harry Nilsson, está quase irreconhecível, embora seja uma música que estourou nos anos 70 em todas as rádios do mundo; em “Signed DC”, de Arthur Lee, Seasick invocou o fantasma do autor, seu conterrâneo, e rasgou um blues abusando da sua voz potente e do solo de gaita para dar um clima ainda mais sombrio à canção.

Escrevendo essas linhas depois de apenas 24 horas, fico aqui curtindo esse discaço na minha vitrola no velho estilo do velho Seasick, um artista singular que começou a gravar quando já tinha mais de 60 anos. Hoje, com 75 anos de idade e oito discos, é um cara que não lota estádios, mas tem um público fiel, tanto nos Estados Unidos, seu país de origem, quanto na Europa, onde viveu por muitos anos, e é dessa mistura de características tão distintas, sul dos Estados Unidos e norte da Europa que vem esse som tão interessante, simples, mas excitante e profundo.

O autor:

valdeck

Valdeck Junior é um sergipano apaixonado por música e surf. Nasceu e se criou em Aracaju, mas morou um tempo em Recife. Formado em Gestão de Empreendimentos Turísticos pela UNIT, atualmente cursando Direito, é servidor público do Poder Judiciário. Coleciona discos desde muito cedo, encantou-se pelos “long plays” ainda criança. Sempre curtiu rock e suas vertentes, principalmente os artistas mais antigos, a música da década de setenta. Tem mania de “garimpar”, descobrir aquilo que fora esquecido, resgatar preciosidades perdidas e buscar pérolas novas, ainda não apreciadas e difundidas pela maioria. É um jovem senhor bastante amigável, aberto a novas ideias e desafios, gosta de escrever e compartilhar suas experiências com quem se interessar. valdeck68@gmail.com

 

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