10 problemas existentes no vinil

Nós adoramos disco de vinil, isso é fato! Mas, nem tudo são flores neste mundo e é bom chamarmos atenção para alguns problemas, pois, conhecendo-os fica mais fácil compreendermos este universo. E não vamos discutir o óbvio, a ponto de avisar que disco de vinil “nem pode passar perto” de calor excessivo. Não! Não é esta a nossa intenção!

E antes que os críticos do vinil cheguem e digam: eu não disse, o vinil é cheio de problemas? Já logo avisamos: não existe uma forma poderosa de escutar música imune a dificuldades, sejam elas quais forem. Nem ao vivo! Afinal, alguém pode desafinar e doer nossos ouvidos, né?

E pode parecer paradoxal, mas quando sabemos dos defeitos, isso nos facilita lidar com essa mídia que tanto gostamos e, com certeza, é nossa preferida fonte para escutarmos música.

Sabendo das adversidades entendemos que toda e qualquer mídia tem suas complicações. Não tem como negar!

Então, vamos lá:

  1. Não existe segurança em compras de toca-discos.
    Seja antigo ou novo, a presença de problemas é uma constante. Os antigos pela óbvia falta de peças e a quase total falta de novos técnicos especialistas para consertos e manutenção. Nos atuais, a instável continuidade das importações, inclusive de peças, falta de treinamento técnico para manutenção e preço sempre acima do existente no mercado mundial.
  2. Pela própria natureza do modus operandi dos toca-discos, escutar um vinil não é tão simples.
    Além do toca-discos, precisaremos de outros aparelhos para serem acoplados nele e só assim poderemos escutar nosso disco. Quer saber como montar um sistema de som bacana? Clique aqui
  3. O preço dos discos novos.
    De fato, não existe ainda uma fórmula mágica para baixá-los. Há inúmeros fatores que já discutimos aqui no UV e compensa dar uma olhada no que pensamos sobre isso. Clique aqui para saber nossa opinião sobre os preços
  4. Há pouquíssimas fábricas de vinil no mundo.
    São 90 fábricas e em menos de 30 países. Se existem em torno de 200 países no mundo, é bem menos de 1/4 do número de nações a terem fabricação própria.
  5. No Brasil só temos duas fábrica em funcionamento.
    A capacidade de produção  de discos novos no Brasil é, portanto, limitadíssima. A realidade brasileira sobre a quantidade de discos novos ofertados para compra é muito ruim. Estamos longe da oferta de títulos existente nos EUA e na Europa e chegamos até, às vezes, estarmos pior que o mercado argentino.
  6. Comprar um disco novo importado, não sai barato.
    Pela incidência de impostos, adquirir um disco importado faz com que o preço final seja, normalmente, 110% mais caro que seu preço na origem.
  7. Alguns discos de vinil por ausência de esmero na sua confecção e/ou a regulagem dos braços e das cápsulas foi mal feita e o disco muito escutado nesta desregulagem, pode a ocorrer o quase desconhecido “Inner Groove Distortion”.
    Este fenômeno deixa as músicas finais de cada lado com qualidades inferiores e diferentes do restante do disco. Isso, às vezes não tem muita solução e pode estar em todo e qualquer disco do álbum problemático, mas, se o problema for do ajuste de braços, cápsulas e agulhas, ele pode ser solucionado com um simples acerto da regulagem ou a compra de cápsulas melhores. Normalmente, os toca-discos tangenciais são mais imunes a este tipo de problema pela forma e ângulo que seus braços tocam os discos. Na figura abaixo o álbum do Milton Nascimento “Encontros e despedidas” de 1985, onde alguns lotes vieram de fábrica com o Inner Groove Distortion.
  8. O vinil tem um tempo limitado para gravar músicas.
    Normalmente, um disco de 12” terá a capacidade de no máximo 40 min. (20 minutos para cada lado), porém, quanto mais tempo de música gravada, pior será a qualidade do disco.
  9. Limpar, limpar e limpar!
    Sim! Isso deve ser sempre e continuamente feito!
  10. Não existe cápsula e agulha boas e baratas!
    Nem as de entrada, pois, até estas, vão ser sempre mais caras que as “vagabundinhas” ou “meia boca” . Se quer um conjunto de cápsulas e agulhas de entrada que não sejam tão absurdamente caras, o UV te indica uma, clique aqui

Pois, então! Esses “problemas” não afetam a imagem do vinil. Muito pelo contrário! Nos faz sermos realistas e assim podermos lidar com estes disquinhos que tanto gostamos de forma honesta e responsável. Só falta colocar um disco no toca-discos e curtir a boa música que sai dele!

Bom proveito!

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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