Os vinis brasileiros mais bonitos de 2017

Desde 2016 que lançamos a lista com os discos mais bonitos em matéria de arte e design elaborada pelo equipe do UV e com convidados especialistas, pesquisadores, DJs, membros de Clubes de Vinis, colecionadores e articulistas de blogs e páginas especializadas.

Como em 2016, a equipe que fez as escolhas só poderia considerar os vinis fabricados no Brasil ou vendidos exclusivamente aqui (fabricados no exterior, porém, exclusivamente para venda nacional) do ano de 2017 e não podiam ser reedições lançadas neste ano idênticas ao original da época. Foi solicitado ao grupo que fizesse a escolha de um ou mais álbuns e o resultado final nos deu uma lista com os 3 discos com a arte mais bonita de 2017 e um compacto (pela primeira vez aparecendo na lista do UV dos mais bonitos do ano).

Acrescentamos neste ano o quesito “decepção do ano” que se refere a discos muitos esperados, porém, com a arte e o design “faltando alguma coisa” para fazer jus à grande expectativa e espera gerada pelos fãs.

Este rol não avalia a qualidade musical dos discos, nem a qualidade técnica da gravação. Somente é avaliado o design e a arte da obra.

Vamos à lista?

O disco mais bonito do ano

Cachorro Grande – Electromod

 

Uma grande surpresa em matéria de design foi este disco do Cachorro Grande elaborado pelo 180 Selo Fonográfico. Uma verdadeira obra de arte e recheada de requintes, como um encarte com 8 páginas, gramatura de 140 gramas, plástico de proteção com o selo da gravadora em relevo, cartão de alta qualidade da capa gatefold, sem contar o tradicional OBI da gravadora. O conjunto da obra faz bem para os olhos e mostra o carinho que o álbum foi elaborado. A arte e o design deste disco são simplesmente bonitos e sensacionais.

 

Destaques:

Reconstrução do ano

Os Afrosambas – Baden Powell e Vinícius de Moraes

Na lista da equipe que fez as escolhas foi apontado um disco que têm o design e a arte reconstruídas a partir do original, desta forma o UV resolveu intitula-lo como “Reconstrução do ano”.

Os Afrosambas (Baden Powell e Vinícius de Moraes – Noize Reord Club) merece destaque pela forma como o álbum foi reestilizado. Manteve a parte externa como o original e no seu interior ganhou um envelope preto com design diferenciado de um lado e com as letras das músicas de outro. Também ganhou um novo selo no disco. Uma forma muito bacana de manter o design original, porém, com um toque especial para a nova edição.

Arte do ano

Èkó Afrobeat

Álbum do grupo homônimo com arte de Faria de Conti lançado pelo próprio grupo. Um disco onde musicalidade e design se encontram numa única obra. Os desenhos remetem às faixas do disco e criam uma verdadeira sensação de continuidade entre trabalho gráfico e musical, sem contar que a arte “conversa” com o movimento afrobeat o tempo todo.

Surpresa do ano

Compacto – General BoniMores – Não esqueça / Início, meio e fim

Pela primeira vez o UV vai mostrar um compacto. O trabalho gráfico do compacto simples General BoniMores – Não esqueça / Início, meio e fim  – também do 180 Selo Fonográfico – é primoroso do início ao fim. Vinil colorido roxo translúcido com capa feita em cartão de qualidade com figuras em verniz localizado em relevo. Contém encarte com as letras e outras especificações do disco, além de OBI com a numeração dos discos e plástico de proteção com o selo em relevo da gravadora e o disco vem protegido dentro de um envelope de papel. Essas situações criam artifícios gráficos pouco vistos em discos de 7″. Mais um trabalho bacana do 180 Selo Fonográfico que emplaca duas obras na lista do UV.

 

Decepção do ano

Caravanas – Chico Buarque

Esta escolha não veio da lista dos convidados. Foi uma opção da equipe do UV colocar algumas observações sobre este disco, afinal ele era muito esperado pelos fãs e o último vinil lançado de Chico Buarque esgotou numa relativa rapidez e o preço do usado ultrapassa R$300,00, sendo, portanto, um objeto de desejo de muitos colecionadores, por isso vale o comentário.

A gravadora Biscoito Fino que lançou Caravanas do Chico Buarque fez uma tentativa de igualar o design do CD com o vinil, porém, não foi um acontecimento que deu certo. No CD, o selo do disco é branco com as informações em preto e no vinil segue a mesma lógica. Todavia, essa lógica ao invés de ser bonita ficou bastante estranha no vinil, sem contar a falta de carinho da fábrica argentina que fez o disco – o centro é mal recortado e contém imperfeições o que nos faz pensar que foi elaborado às pressas e sem o devido controle de qualidade. O encarte no CD ficou bastante bonito, no vinil ficou pobre e sem destaque. Uma grande pena, afinal era um disco muito esperado pelos fãs. Esperamos que a Biscoito Fino tenha um trato mais rigoroso e com um design do vinil mais apropriado para a mídia.

 

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