Discos e saúde: tudo a ver!

Não vamos falar aqui do óbvio dos benefícios para a saúde mental e espiritual da música. E sim de um assunto muito sério e pouco discutido entre os vinyl lovers sobre a relação entre discos antigos, os anos que eles ficaram em algum canto guardados e as condições do local que estavam armazenados.

Este tema não se restringe aos discos de vinil. Ele atinge também os CDs e ainda podemos ampliar para livros e quaisquer objetos que, porventura, estejam “esquecidos” por um bom tempo em algum lugar e alguém passa a manuseá-los sem as devidas precauções.

O foco desta Conversa de Vinil é a poeira acumulada nestes objetos “esquecidos” que, com certeza, pode ocasionar situações indesejadas para a saúde, principalmente para quem é alérgico.

Estes discos “esquecidos” em estantes, caixas ou, simplesmente, jogados no chão ficam expostos pelo tempo a um acúmulo de poeira e toda uma “fauna e flora” se aglomera no seu interior e exterior. Porém, quando os encontramos queremos traze-los imediatamente de volta à vida.

Para o amante dos discos é um prazer incomensurável este tipo de “achado” mas, ele não é tão simples como pensamos. Não é apenas pegar os discos e coloca-los para tocar. É preciso um trabalho de limpeza prévia no próprio vinil e nas capas e encartes. Inclusive no interior das capas – um dos locais prediletos para o acúmulo de poeira, ácaros e derivados. Sem contar que o som de um disco sujo é horrível e pode danificar sua agulha.

Reparem o que um estudo de David Layton e Paloma Beamer diz:
“a poeira doméstica é feita de uma mistura que inclui pele morta que cai das pessoas, fibras de carpetes e de móveis estofados, de terra trazida por sapatos e de partículas trazidas pelo vento de fora da residência. A poeira doméstica também pode conter chumbo, arsênio e outras substâncias prejudiciais que migram de fora para dentro de casa por meio do ar e do solo”.

E o pó da casa muitas vezes contém pequenas partículas e excremento de ácaros.

Já pensou isso tudo num disco?

Pois é… a coisa é séria!

A poeira acumulada nos discos e principalmente no interior das capas é mortal para alérgicos e mesmo para quem não é alérgico ela pode trazer incômodos. Se não usar proteção e não fizer a higienização das mãos, braços e rosto após o processo de manuseio dos discos que estão sem a limpeza frequente pode causar malefícios  para a saúde (atenção barbudos, higienização redobrada nos pelos da barba!).

E lembrando que se tiver alguma ferida e tocar as mãos sujas nela, pode infeccionar! Coçar os olhos durante o manuseio de discos empoeirados é proibitivo! Nestes casos, todo cuidado é pouco!

Dia desses um dos membros do UV ganhou vários discos dos anos 60 e 70 que estavam guardados por muito tempo em algum lugar da casa de quem o presenteou. Inadvertidamente (dizemos que é inadvertido, porque o cabra é macaco velho do vinil) foi limpar os discos e capas sem as devidas precauções e.. batata!

Uma semana sofrendo de alergia!

O cara é alérgico à poeira, todavia, a alegria de ter ganhado tantos discos lhe empolgou e esqueceu de usar proteção (ganhou mais de 40 discos. Inclusive para quem é fã – não o caso dele, porém achou bacana – veio um Ray Conniff autografado).

Nosso “amigo” Darth Vader mostra o que devemos usar nestes casos de limpeza de discos antigos:

 

  • máscara e
  • luvas

Isso não é frescura! É coisa séria! Adverte nosso amigo de Star Wars!

Então, não se esqueça. Discos guardados há muito tempo acumulam muito mais poeira e ácaros que aqueles que são limpos com frequência. Quando for manusear e realizar a limpeza de discos que ficaram vários anos num canto, use proteção e depois lave suas mãos, braços e rosto. O ideal é ir tomar um bom banho após o ato da limpeza, ficar relaxado e ir escutar seus “novos-velhos” discos e.. bom proveito!

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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