Toca-discos direct drive ou belt drive, qual o melhor?

Como é isso Universo do Vinil, vocês agora falam grego? Não estou entendendo nada!

Provavelmente esta seria a pergunta de quem não está familiarizado com as nomenclaturas usadas neste vasto mundo dos discos de vinil. Mas, vamos lá explicar isso direitinho e chegar à conclusão sobre qual tipo é melhor.

Falando resumidamente e sem utilizar termos muito técnicos, direct drive e belt drive são as formas como um toca-discos roda seu prato a partir do modelo de motor e sua colocação dentro do tocador de vinil.

Um toca-discos direct drive tem seu motor com acionamento direto ao prato, ou seja, não precisa de polias ou roldanas para fazer o prato rodar.

Já um toca-discos belt drive tem seu motor localizado em outra região do corpo do aparelho e aciona o braço pelas polias, roldanas ou outro artefato que leve a força do motor para o prato girar.

Veja nas imagens abaixo como é na prática:

Direct drive

 

 

Belt drive

 

E esses modelos de localizações de motores e nomenclaturas são apenas utilizados em toca-discos? Não! Há vários eletrodomésticos que usam esses tipos, como máquinas de costura e lavadoras de roupa.

Porém, qual é o melhor tipo e tem diferença na prática?

Nós vamos falar aqui do maior mito sobre toca-discos. O mito é: todo toca-discos direct drive é melhor que os belt drives! Mais uma lenda urbana que surgiu sobre os tocadores de vinil!

Antigamente, nos anos áureos dos toca-discos havia uma preferência pelos direct drive. Eram tocadores de vinil mais modernos e usavam motores bastante trabalhados, com uma engenharia fina e construídos com materiais de primeira, por isso eram bem mais caros. E, por eles, a lenda acabou sendo criada…

Outro fator que ajudou na lenda foi o sucesso de direct drives da Technics como o MK2. Inclusive, esta máquina era a referência de 9 em cada 10 amantes de discos de vinil e, talvez, continue assim até hoje…

Porém, a história é outra – exceto se você é um DJ e gosta de fazer scratchs. Neste caso, não tem outra opção, tem que ser direct drive!

Na verdade, o que vai fazer com que seu toca-discos seja de primeira não é o formato como o prato é acionado e sim TODA A ENGENHARIA dele (isso mesmo, com caixa alta para chamar a atenção!).

Um toca-discos não é apenas motor, prato e a parte elétrica e mecânica para enviar o som. Os tocadores de vinil contém em sua composição partes que servem como estabilizadores (para ele não pular ou se mexer enquanto está ligado) e acústicas em seu interior (para que os possíveis ruídos do toque do prato no pino, do motor e outras possíveis situações sonoras não atinjam o som principal que é aquele que sai dos discos).

Ser belt drive ou direct drive não é, portanto, sinônimo de pior ou melhor. O melhor toca-discos sempre será aquele que tem a melhor engenharia e seja feito com materiais de primeira.

Inclusive, os toca-discos mais caros do mundo são em sua maioria belt drives e são estes os queridinhos dos audiófilos mais exigentes.

Hoje em dia, você não deve se preocupar em pensar que sinônimo de qualidade é o toca-discos ser direct drive. Isso foi no passado e, mesmo assim naquela época, este fato também não era unanimidade. O toca-discos para ser de qualidade tem que ser bem feito e ponto! Nada mais importa!

Desta forma, aproveite ao máximo o seu, seja belt drive ou direct drive e divirta-se!

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