As fitas K7 voltaram, mas onde escutá-las?

O anúncio que a Polysom vai passar a fabricar fitas K7 deu o que falar nos jornais e revistas ditos tradicionais e nos blogs e redes sociais voltados para as mídias analógicas, e foi um grande alarde. Para terem uma ideia, só o anúncio no Facebook do UV alcançou mais de 24 mil pessoas, obteve mais de 330 likes e 156 compartilhamentos. Não foi nosso maior número, inclusive está longe de ser a postagem que tenha tido mais alcance, likes e compartilhamentos, mas de fato, é um número que deve ser levado em conta, porém, não nos espanta.

Mas, por que não espanta?

Desde que fundamos o UV falamos de fitas K7 e sempre que tocamos neste assunto cria-se um certo alvoroço nos leitores e leitoras. Uns pouquíssimos contra (poucos, mesmo!) e a grande maioria saudando a “volta” da fitinha e na torcida por ela. Só para terem uma ideia, alguns vídeos sobre este assunto colocados no nosso FB foram vistos por 80 mil, 70 mil e 42 mil pessoas! O frequentador de nossas páginas gosta da fitinha K7 e fica ávido para ter novas notícias sobre esta mídia muito simpática – e isso muito nos alegra, afinal, também gostamos.

Todavia, sempre vem um monte de comentários do tipo: onde escutá-las? E isso é uma preocupação real e bastante pertinente. Se toca-discos é um problemas (por mais que seja bem mais fácil encontrar), imagina achar um tocador de fitas cassete? Até usado é coisa rara!

Nos já fizemos um levantamento sobre alguns toca-fitas à venda no Brasil em setembro de 2016 e? Tchan tchan tchan tchan!!! Em pleno maio de 2018 não é tão diferente a oferta…  É praticamente igual ao que encontramos em 2016… É uma cruel realidade!

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Se você quiser saber os modelos que encontramos, clique aqui.

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De fato, passamos a ter um problema. Onde colocamos as fitas K7 para tocarem? Se você tem um sistema de som que contempla um tape deck, parabéns, você é um abençoado e uma figura ímpar no mundo dos aparelhos de som. Se não tem, trate de ter um e corra para achar algum usado em boas condições, pois, estes já estão se tornando objetos raros e se quer comprar um novo, precisará desembolsar mais de R$ 1.000,00 (o modelo ION mais fácil de encontrar nas lojas brasileiras).

Existem várias vitrolas “tudo em um” que têm tocadores de fita K7. Só aconselhamos estes modelos se forem para iniciarem suas experiências com os discos de vinil e/ou com as fitas. Fora isso, é quase uma unanimidade que o som que sai deste tipo de aparelho não é dos melhores. Contudo, se a grana está curta e não pode dar milzinho num ION (que desconhecemos a qualidade, já que nunca passou nas mãos de alguém do UV este aparelho), vale a compra de um vitrola “tudo em um”, mas devem guardar as devidas restrições da qualidade sonora que elas apresentam.

Um modelo como o ION não sai só por mil Reais. Ele precisará de um receiver (mais caixa de som) ou um conjunto de caixas ativas para emitir o áudio, portanto, os 1000 servem apenas para começar… E se você quer saber como montar um som bacana, o UV lhe dá algumas dicas, basta clicar aqui para saber como é.

Mas, antes que terminemos essa nossa Conversa de Vinil da semana, vale o aviso: a Polysom não está inaugurando a oferta de fitas K7 no mercado brasileiro atual. Isso já vem acontecendo de uns 5 anos para cá por vários selos e gravadoras nacionais e é uma tendência mundial. Todavia, esta fábrica de discos de vinil tem um peso importante para determinar caminhos na cultura analógica e, obviamente, vai proporcionar uma procura maior deste objeto de desejo de muitos. Tomara que as lojas e importadoras abram os olhos sobre as fitinhas cassetes e passem a ofertar mais aparelhos que as toquem, sem esse “novo olhar’ a frustração pode ser grande.

Se ligue, lojista! As fitas K7 já estão por aí faz tempo, só falta você enxergar e colocar toca-fitas para vender…

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
Você pode escutá-lo pela web em radio.ufs.br ou a partir do podcast, clicando aqui

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