As fábricas de discos não param de aumentar

Nós constantemente fazemos uma varredura pela Internet atrás de novas fábricas de discos de vinil e nossa lista sobre o assunto é uma das mais completas de toda a web. Não é fácil fazer esta tarefa, mas é um dos trabalhos mais gratificantes que temos e acreditamos ser de muita utilidade, principalmente para quem quer fazer seu próprio disco – sem contar ser um aspecto importante para quem pesquisa ou tem curiosidades sobre a economia do vinil e a cultura dos bolachões.

Descobrir novas fábricas é sinônimo de que a indústria do vinil vem crescendo. E como vem crescendo! E isso é um excelente sinal, já que mostra o movimento do vinil do mundo e sua expansão.

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Quer saber onde estão todas as fábricas de discos de vinil no mundo? Clique em vinil – fábricas e terá, inclusive, o link para cada uma delas

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Até 2016 abrir uma fábrica de discos era algo que necessitava de muita sorte, já que não existiam parques industriais que fabricassem maquinário novo para esta indústria do vinil. Todas as fábricas existentes eram compostas por máquinas antigas dos anos 90 para baixo. Abrir um novo empreendimento industrial para fazer discos, necessitava de sorte em encontrar maquinário parado em algum canto do mundo e restaurá-lo, colocando de novo em funcionamento numa ação muito trabalhosa (veja um exemplo aqui de como era complicado fazer a restauração).

A partir de 2017 – já embrionário em 2016 – começaram a aparecer as “fábricas de fábricas” de discos de vinil como a Newbilt Machinery (na Alemanha), a canadense Viryl Tecnologies e a sueca Toolex Alpha (que já era uma fabricante antiga de prensas). Assim, começava a nascer a nova geração de fábricas de discos de vinil.

 

 

Em 2016 nosso livro “Conversa de Vinil: o universo dos discos de vinil” trazia 42 fábricas em 16 países e agora, quase na metade de 2018, já temos 29 países e 90 fábricas de discos espalhadas pelo mundo. É um aumento substancial em apenas, praticamente, dois anos, e isso só ocorreu por causa do investimento nestas “fábricas de fábricas”.

Algumas questões merecem atenção:

  • O investimento para abrir uma fábrica de discos com os novos maquinários existentes, varia muito. Por exemplo, a Newbilt com duas prensas e uma extrusora com fonte de alimentação hidráulica e uma máquina de aparar, custa perto de 170 mil dólares (sem contar o frete), porém, se você quer uma fábrica completa são necessários vários outros equipamentos, tais como os para a galvanoplastia, o corte de acetato e etc.
  • A China passou a ter neste 2018, 3 fábricas, sendo que uma é estatal. O que mostra que o caminho do vinil é um bom negócio.
  • Os EUA continuam sendo os principais fabricantes de discos no mundo com 33 fábricas. Inclusive, um número maior que a soma de todas as fábricas do mundo, excetuando as da Europa que somam 36 ao todo.
  • A maior fábrica de discos no mundo é a GZ Media que fica na República Tcheca.
  • A Polônia tinha duas fábricas, mas uma delas foi comprada pela outra (WMfono comprou a GM Records). Movimentos de encampação ocorreram também nos EUA e outros países.
  • Neste 2 últimos anos três fábricas foram fechadas (no Canadá, na Alemanha e na Irlanda). O caso canadense, como divulgado pela imprensa, foi mais por problemas de administração do que falta de clientes (Canada Boy Vinil). Já a fábrica alemã (EDC), desconhecemos o motivo, já que é uma empresa centenária. Na Irlanda a MLV Records fechou, porém, foram abertas duas outras.
  • A Coreia do Sul em menos de 02 anos abriu duas fábricas e, lá antes dessas, não existia nenhuma em funcionamento.
  • O México vem despontando como um dos maiores fabricantes de discos da América Latina. Apesar de ter 02 fábricas como Brasil e Argentina, já está anunciando que em breve abrirá sua terceira fábrica (Retroactivo Records).
  • Na Colômbia existe uma fábrica parada que procura investimentos para começar a operar e, caso ela passe a produzir, poderá ser mais um país da América do Sul que se junta ao Brasil, Argentina e Chile como produtores de discos de vinil.
  • O vinil que fala português só é representado pelo Brasil, mas este continua com duas únicas fábricas e até agora não existe qualquer informação que poderá ter a terceira, infelizmente.
  • De 16 países em 2016, passamos a ter 29 em 2018 e em países como o Vietnã e a Sérvia, o que mostra que tamanho e poderio econômico “não é documento”.
  • No Japão apesar de só existir uma fábrica, a Sony anunciou que abrirá sua própria fábrica no País do Sol Nascente e será a primeira das majors no mundo a ter fabricação própria de discos de vinil.
  • A África continua zerada em matéria de fábricas, mas já existem movimentos na África do Sul e na África Oriental a favor dos disquinhos pretos (ou coloridos) de plásticos, o que poderá gerar uma certa demanda para que tenham a sua própria fabricação.
  • Por fim, a indústria do vinil não vive só de fábricas, existem outros tipos, como empresas que fazem o corte de acetato, empreendimentos especializados em fazer o master e etc. É um complexo de organizações industriais e comerciais que compreendem toda a cadeia produtiva do vinil.

Aguardemos as cenas para os próximos capítulos, afinal, tem muita água para rolar neste 2018 e acreditamos que mais fábricas virão por aí. É esperar para ver e acompanhar nossa listagem em constante atualização em Vinil – Fábricas e bom divertimento!

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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