De 1877 a 2005: os vários formatos de armazenamento de música

No dia 21 de junho de 2018 comemoramos os 70 anos do primeiro disco de vinil apresentado ao público. Mas, antes disso já existiam outros formatos de armazenamento de música e, posteriormente, surgiram outros também.

Em 10 anos diferentes, os vários formatos de armazenamento. Um verdadeiro resumão!

Vamos lá?

Clique para ver as imagens em tamanho maior

 

  • 1877 – Cilindro fonográfico
    O cilindro fonográfico é o mais antigo meio de armazenamento de áudio, utilizado pelo vibroscópio de Thomas Young, pelo fonoautógrafo de Leon Scott e pelo fonógrafo de Thomas Edison. Foi comercialmente utilizado para este fim desde a invenção de Edison, em 1877, até 1929, quando pararam de ser produzidos.
  • 1887 – Disco plano
    Desde 1894, o Cilindro Fonográfico passa a enfrentar a concorrência do disco plano utilizado pela invenção de Berliner, o gramofone, que acabaria ganhando a competição e tornando-se o meio de armazenamento de áudio padrão do mercado da música até a ascensão do disco de vinil.
  • 1934 – Gravador de rolo
    O gravador de rolo é um aparelho de som para gravação e reprodução de sinais de áudio em fitas magnéticas de rolo, onde a fita é enrolada em carretéis ou metálicos ou plásticos. É também conhecido como gravador de bobina, ou Open reel (carretel aberto)
    Geralmente, necessita de uma etapa de amplificação – mas existem modelos dotados de caixas acusticas internas, e amplificador integrado.
    Ocorreram no mercado, gravadores conjugados, com K7 e cartuchos de 8 pistas. Cito o modelo Akai X2000SD, capaz de gravar e reproduzir K7´s, cartuchos de 8 pistas e rolo.
    Existem gravadores de alta fidelidade que usam duas e três cabeças. No modelo de duas cabeças, temos a cabeça de apagamento e a de gravação conjugada com a de reprodução. Nesses modelos, não é possivel a monitoração em tempo real do sinal gravado.
    O gravador de rolo de três cabeças possui três cabeças separadas para gravação, reprodução e apagamento, que permitem a monitoração da fita simultaneamente à gravação.
    Os gravadores de rolo possuem muitos recursos, tais como o Sistema de redução de ruido Dolby, entre outros
  • 1948 – Disco de vinil
    Apresentado em 21 de junho de 1948 nos EUA pela Columbia Records (veja os detalhes aqui) e na Europa em 31 de agosto de 1948, pela empresa alemã Deutche Grammophon – ambas reivindicam o direito de serem as inauguradoras deste formato – os discos de vinil trouxeram mais tempo de gravação e resistência do material, sendo mais difícil de ser quebrado que os outros tuipos de discos planos, tornando-se o formato principal de música até o advento dos Compact Discs.
  • 1958 – Cartucho 8-track
    Ou Stereo 8 é uma tecnologia de armazenamento de áudio baseada em fita magnética. Um cartucho é semelhante a uma fita cassete, mas apresenta um tamanho ligeiramente superior. Tem a particularidade de a ser gravado em formato “fechado”, ou seja, não é necessário rebobinar visto que assim que atinge o fim recomeça automaticamente do princípio. Possui 4 programas estereofónicos, cada um com duas pistas de áudio, daí o nome Stereo 8, aludindo ao fato de existirem 8 pistas de áudio na fita magnética.
    Foi popular nos Estados Unidos entre a segunda metade da década de 1960 e início da década de 1980. Também existiu na Europa, embora tenha sido menos popular.
    Os cartuchos eram vendidos já pré-gravados e eram usados inicialmente apenas em rádios automotivos. Posteriormente foram introduzidos leitores portáteis e domésticos. A tecnologia foi criada em 1958 por um consórcio liderado por Bill Lear da Lear Jet Corporation e que incluí também as empresas Ampex, Ford Motor Company, General Motors, Motorola e a RCA Victor Records (RCA). Foi uma tecnologia derivada dos cartuchos de quatro pistas Stereo-Pak, criados anteriormente por Earl “Madman” Muntz.
  • 1963: Fita cassete
    A fita cassete ou compact cassette é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa holandesa Philips. Também é abreviado como K7.
    O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica, isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 cm x 7 cm, a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.
  • 1982: CD (Compact Disc)
    Um disco compacto, disco compacto a laser, disco a laser, compacto laser ou simplesmente disco laser (popularmente conhecido por CD, sigla para a designação inglesa, Compact Disc) é um disco ótico digital de armazenamento de dados. O formato foi originalmente desenvolvido com o propósito de armazenar e tocar apenas músicas, mas posteriormente foi adaptado para o armazenamento de dados, o CD-ROM.
    Diversos outros formatos foram depois derivados deste, incluindo o CD de áudio e dados (CD-R), mídias regraváveis (CD-RW), o Video Compact Disc (VCD), o Super Video Compact Disc (SVCD), o Photo CD, Picture CD, CD-i, Enhanced Music CD, dentre outros.
    Os CDs de áudio e leitores de CD são comercializados desde o início dos anos 80.
  • 1998: MP3 Player
    Um leitor MP3 (em inglês, “MP3 Player”) é um aparelho eletrônico capaz de armazenar e reproduzir arquivos de áudio do tipo MP3. Inventado na Coreia do Sul em 1998 pela Saehan, o primeiro MP3 do mundo se chamava MPMan. Daí surgiram diversas marcas de leitores MP3 coreanas como a iRiver (braço da Samsung), a própria Samsung, a Cowon, a LG. Em 1999 a Samsung já lançava na Coreia do Sul o primeiro celular que reproduzia MP3.
    Apesar de aparelhos de médio porte poderem entrar no conceito de “mp3 player”, é comum utilizar o termo para aparelhos compactos e portáteis. Os leitores de MP3 mais modernos são capazes de reproduzir diversos outros tipos de áudio, como o wma, ogg, e mp4, por exemplo.
  • 2000: Memória flash
    Memória flash é um tipo de Dispositivo de armazenamento não volátil que pode ser eletricamente apagado e reprogramado.
    A Toshiba desenvolveu a Memória Flash a partir da Memória EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory), em meados da década de 1980, cujos chips são semelhantes ao da Memória RAM, permitindo que múltiplos endereços sejam apagados ou escritos numa só operação. Em termos leigos, trata-se de um chip re-escrevível que, ao contrário de uma memória RAM convencional, preserva o seu conteúdo sem a necessidade de fonte de alimentação. Esta memória é comumente usada em cartões de memória, flash drives USB (pen drives), SSD, MP3 Players, dispositivos como os iPods com suporte a vídeo, PDAs, armazenamento interno de câmeras digitais e celulares.
    Memória flash é do tipo não-volátil, o que significa que não precisa de energia para manter as informações armazenadas no chip. Além disso, a memória flash oferece um tempo de acesso rápido, embora não tão rápido como a memória volátil (DRAM utilizadas para a memória principal em PCs), e melhor resistência do que discos rígidos. Estas características explicam a popularidade da memória flash em dispositivos portáteis. Outra característica da memória flash é que, quando embaladas em “cartões de memória”, são extremamente duráveis, sendo capazes de resistir a pressão intensa, variações extremas de temperatura, e até mesmo imersão em água.
  • 2005: Streaming
    Apesar de não ter iso neste ano que foi “inventado” o streaming, considera-se 2005 o ano de início de sua popularização.
    A transmissão contínua, também conhecida por fluxo de média (português europeu) ou fluxo de mídia (português brasileiro) (bem como pelo anglicismo streaming) é uma forma de distribuição digital, em oposição à descarga de dados. A difusão de dados, geralmente em uma rede através de pacotes, é frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. Nesta forma, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador. Assim não é ocupado espaço no disco rígido (HD), para a posterior reprodução – a não ser o arquivamento temporário no cache do sistema ou que o usuário ativamente faça a gravação dos dados. O fluxo dos dados é recebido e a mídia é reproduzida à medida que chega ao usuário, dependendo da largura de banda seja suficiente para reproduzir os conteúdos, se não for o suficiente ocorrerá interrupções na reprodução do arquivo, por problema no buffer.
    Isso permite que um usuário reproduza conteúdos protegidos por direitos de autor, na Internet, sem a violação desses direitos, similar ao rádio ou televisão aberta diferentemente do que ocorreria no caso do download do conteúdo, onde há o armazenamento da mídia no HD configurando-se uma cópia ilegal. A informação pode ser transmitida em diversas plataformas, como na forma Multicast IP ou Broadcast. Exemplos de serviços como esse são a Netflix e Hulu (video) e o Spotify e o Google Play Música (música).

________________________

Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
Você pode escutá-lo pela web em radio.ufs.br ou a partir do podcast, clicando aqui

Quer saber mais sobre o “ressurgimento” do Vinil? Clique aqui!
Quer saber sobre a qualidade sonora do Vinil, do CD, do streaming e do MP3? Clique aqui!
Sobre os toca discos? Clique aqui!
Cuidados com seus discos? Clique aqui!
Como e onde comprar? Clique aqui!
Quer interagir? Utilize a seção contato, clicando AQUI!
Faça o download gratuito do livro Conversa de Vinil: o universo dos discos de vinil ou o adquira no formato papel para ajudar o UV a se manter, clicando AQUI