2018 acabou e o vinil está firme e forte

Lá vai mais um ano e adivinhem? O vinil não morreu!

É minha gente, 2018 se finda e o que para nós amantes dos discos de vinil não é uma novidade, para muitos perceber a presença do vinil nas prateleiras das lojas e nos sites ainda soa como um “ohhhh o vinil ainda existe?” E isso quer dizer que tem muita água para rolar na popularização desta fabulosa mídia. E isso é um bom sinal!

Quem acompanha o movimento do vinil pelo mundo sabe que as estatísticas de vendas de discos de 2018 ainda não saíram, porém, podemos adiantar que nada abalou as estruturas das crescentes vendas dos últimos anos. Os disquinhos pretos (e às vezes coloridos) de plástico vão muito bem, obrigado! Mas, é possível que passemos a entrar num período de remodelação do mercado neste futuro próximo.

Um grande fator positivo no mundo foi a maior abertura de fábricas de discos já ocorrida na história recente da indústria fonográfica. Em 2018 passamos a ter 101 fábricas distribuídas em 31 países. Para terem uma ideia da importância deste crescimento basta percebermos que em 2016 eram 43 fábricas e em16 países.

Este movimento de abertura de novas fábricas poderá acarretar algumas novas situações no mercado do vinil, entre elas, a possibilidade de maior oferta de títulos e, até mesmo, a queda de preços. Porém, só o futuro dirá, já que é muito recente esta ampliação da industrialização. Sem contar a entrada cada vez mais impactante das grandes gravadoras neste nosso formato de mídia musical favorito. Ou seja, é possível que comecemos a entrar numa nova fase da indústria da música e em especial, do vinil.

Também devemos ficar atentos ao streaming de música que ao contrário do que muitos pensam está mais ajudando o vinil que trazendo dificuldades. Nestes novos tempos com o streaming cada vez mais popular, este modelo de negócios da música vem prestando um excelente serviço ao vinil, pois, acaba virando para muitos uma espécie de escuta prévia do disco que pretende comprar. Várias pessoas já disseram para nós do UV (e nós também fazemos isso) que primeiro vão ao streaming escutar a obra para depois adquiri-la. Quem diria, né?

No Brasil, infelizmente, andamos a passos mais lentos (aliás, muito mais lentos) que nos resto do mundo e o problema da falta de toca-discos a preços acessíveis e de qualidade ainda persiste. E isso atrapalha (e muito) a popularização dos discos de vinil.

Um fator brasileiro negativo neste 2018 foi a crise nas grandes cadeias de livrarias (Saraiva, Cultura, Fnac e etc) que acabou rebatendo nas vendas de vinil, CDs e DVDs, criando um rombo na oferta de títulos para os consumidores. Há várias cidades de porte médio altamente dependentes das cadeias destas livrarias e acabaram perdendo pontos de vendas fundamentais para as mídias musicais. Sem contar a crise financeira de forma geral e o dólar nas alturas que dificulta a compra de equipamentos e discos no exterior – lembrando que nosso comércio local não supre nossas demandas e necessidades.

Um ponto positivo é que está na Câmara Federal o Projeto de lei do Deputado João Daniel (PL 10179/2018) que isenta de impostos a compra de discos e toca-discos no exterior, todavia não sabemos o quanto vai demorar para que o projeto se torne lei, mas, olhando pelo lado bom, ele já está na Comissão de Cultura (CCULT) da Câmara Federal. Aguardemos!

No mais, o Universo do Vinil deseja a todos e todas um excelente 2019 e que este ano que se inicia possa também ser muito bom para o vinil e tudo que envolve esta maravilha que é a cultura dos discos!

Feliz 2019!

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