Super formatos de vinil que prometem o melhor som

Muitos não sabem, mas existe uma gama de novas ou reformuladas tecnologias para confecção de discos de vinil. Algumas são promessas como o VinyL HD que a empresa Rebeat Innovation fez um alarde enorme nos últimos anos afirmando que estaria desenvolvendo o melhor tipo de vinil já feito, porém, até hoje nada saiu de fato.

Quer saber mais sobre este tal Vinyl HD? Leia aqui em Qual é a do vinyl HD?

Outras tecnologias já estão em curso e, obviamente, o preço destes discos é bem superior aos ditos “normais”. Alguns podem chegar a preços estratosféricos. Por exemplo, um único exemplar pode sair por mais de 249,99 dólares ou aproximadamente R$ 1022,00 (cotação de 15/09/2019) como no caso do Trio Bill Evans “Portrait in Jazz” (veja mais detalhes abaixo).

Há alguns formatos para a confecção de discos de vinil em voga nos dias de hoje, porém, vários destes já existiam nos anos áureos do vinil ou eram tecnologias em que o tempo, com novas situações da engenharia, permitiram surgir por agora.

Uma dessas tecnologias é o Mobile Fidelity SuperVinyl, desenvolvido por NEOTECH e RTI. Os fabricantes relatam que é o composto de vinil mais exigente que já foi criado. Afirmam que os amantes das mídias analógicas nunca viram (ou ouviram) algo parecido.

Extraordinariamente caro e extremamente meticuloso de produzir, o “Super Vinyl” aborda duas áreas específicas de melhoria: redução de ruído e definição aprimorada das ranhuras do disco. A composição do vinil apresenta um novo corante autocopiativo (segure o disco contra a luz e verá aspectos deste corante) e afirmam que produz as superfícies mais silenciosas do mundo. Essa fórmula de alta definição também permite a criação de ranhuras mais limpas, indistinguíveis da laca original. O Mobile Fidelity SuperVinyl fornece a aproximação mais próxima do que os engenheiros de som ouvem no laboratório de masterização.

Outro exemplo vem da Analogue Productions que pressiona discos no formato “Quality Record Pressings (QRP)”. Diz a empresa que garante um nível mínimo de ruído e a mixagem e masterização são completamente analógicas.

Estes discos não precisam, necessariamente, de nenhuma melhoria no seu aparelho de som para reproduzi-los. Mas, obviamente, você não colocará uma Ferrari numa estrada ruim, portanto, para aproveitar o máximo destes fantásticos vinis, um sistema de som Hi-Fi de primeira é uma exigência

Exemplos de álbuns que saíram em Super Vinyl:

Stevie Ray Vaughan e Double Trouble “Texas Flood” – Edição limitada
Número da peça – MFULP005-45
Preço 160 Euros
A circulação é de apenas 7.000 cópias, a gravação é completamente analógica em 45 RPM.

Trio Bill Evans “Portrait in Jazz”
Número da peça – MFULP009-45
Preço 249.99 (dólares)
A reedição do disco de 1959 foi publicada em uma circulação de 6.000 cópias no UD1S (UltraDisc One-Step), o preço hoje é extremamente alto e quem já escutou diz que a qualidade do disco é impressionante.

Exemplo de discos “Quality Record Pressings”

Dave Brubeck Quartet “Time Out”
Número da peça – AAPJ 8192-45
Preço: 55 dólares
LP de referência da Analogue Productions – prensado no formato Quality Record Pressings (QRP) garante um nível mínimo de ruído e a mixagem e masterização são completamente analógicas. O “Time Out” do Quarteto Dave Brubeck, de 45 RPM, de acordo com alguns especialistas soa excepcionalmente.

 

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