Um alerta nas vendas de vinil: distribuidoras estão falhando

Uma papel desconhecido de muitos amantes da música em vinil ou CD (e, obviamente, também DVDs e semelhantes) é o das distribuidoras. As distribuidoras, resumidamente, são aquelas que pegam os produtos nas fábricas, gravadoras ou selos e os envia para as lojas.

Duas publicações dos EUA (Billboard e Pitchfork) chamaram a atenção para casos que vêm acontecendo no país do norte: alguns discos, desde a Record Store Day de abril deste ano não foram entregues a tempo e lançaram o sinal vermelho sobre este caso nesta semana.

Por exemplo, o vinil Charle Brown no Natal ainda não chegou nas lojas e já já chega a festa do Bom Velhinho e diz a gravadora que a parte dela e da fábrica está ok. Outros casos foram na Black Friday do Record Store Day. Alguns álbuns (chegam a ser 10 mil ou até mesmo 20 mil cópias) não foram entregues nas lojas.

Alguns brasileiros podem pensar que não temos nada com isso, mas é equivocado este pensamento. Muitos dos nossos discos de vinil que rolam nos toca-discos tupiniquins são importados. Se falta nas lojas do Tio Sam, com certeza, faltará mais ainda aqui. E algumas lojas trabalham praticamente com 100% de discos importados e isso poderá ser um grande problema para os lojistas e maior ainda para os compradores, afinal, produto escasso é sinônimo de alta de preço.

O caso dos discos da Warner é mais emblemático, pois em abril trocaram de distribuidora e dizem os lojistas dos EUA que até hoje não foi totalmente solucionada a entrega.

De acordo com a Pitchfork, a Warner tinha garantido que não haveria problema, mas logo depois a gravadora disse que até setembro tudo estaria normatizado, porém, em dezembro a novela ainda continua.

Agora é esperamos para ver o que isso vai dar e que não nos atinja diretamente, mas se o leitor ou leitora fizer uma pequena pesquisa na Amazon, por exemplo, verá que o número de discos importados “em falta” está muito grande e isso, pode ser motivado pelas altas compras para o Natal e, ao mesmo tempo, pela dificuldade em repor o estoque (é aí que entram as distribuidoras).

Sabemos que o crescimento do vinil pegou muito executivo de gravadoras e outras empresas da cadeia do vinil de “calças nas mãos” – a maioria destes “pensadores” da indústria da música não tinham ideia do quanto o vinil estava crescendo e foi por isso que as grandes majors entraram tarde no mercado, por consequência, as distribuidoras também devem ter sua cota de “perdidos” neste grande momento do vinil e talvez, muitas não tenham se preparado a contento.

Quer saber mais sobre a ideia “dos grandes” da indústria da música no início da Nova Era do Vinil, clique aqui.

É esperar para ver e torcer para não piorar o que já está difícil nestas nossas bandas, ainda mais com o dólar nas alturas…

 

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