Quando o vinil era lixo

O Universo do Vinil sempre traz o presente e o passado sobre os discos de vinil. Falar da história é importante para que possamos perceber os caminhos que nossa mídia predileta passou nestes mais de 70 anos que os disquinhos pretos (às vezes coloridos) de plástico vêm agradando.

Dia desses, no Facebook e no Instagram do UV, postamos uma foto que era de um galpão com toca-discos jogados para descarte. Foi uma comoção. Mas, também um momento de reflexão para que pudéssemos pensar sobre o passado, o presente e o futuro do vinil.

Ontem, aquele galpão era lixo. Hoje, com certeza é uma riqueza, não só para tornar objetos recicláveis, como também ali deveria ter muitas peças e componentes em perfeito estado, bem como, vários toca-discos funcionando normalmente que poderiam agradar em cheio os novos (e também os mais antigos) adeptos do vinil.

Nas varreduras que fazemos pela web e também nas nossas viagens pelo Brasil e o mundo, sempre achamos coisas legais e importantes ligadas a este vasto universo do vinil e, obviamente, trazemos para todos(as) nossos leitores(as). Assim, após acharmos na web a foto dos descartes dos toca-discos, nos deparamos com mais imagens chocantes e impactantes sobre outro descarte, agora, de discos.

Isso veio da página Les Mains Noires que é um projeto com múltiplas facetas, destinado a todos os curiosos e amantes de música e imagens. É também ligada ao pessoal do Goma Gringa – uma excelente loja e um fantástico selo especializado em discos de vinil.

Diz o responsável pelas imagens: “Caros amigos, Pesquisando nos meus arquivos de fotos, percebi que ainda não compartilhei com vocês aquelas fotos loucas daquele lugar bastante singular. Infelizmente, não poderei falar muito sobre esse lugar, pois todos ficaram calados. Uma coisa é certa, ele não existe mais. Eu estava lá no final de setembro de 2009 e tive muita sorte ao me lembrar do dono do lugar me dizendo o que era isso! Ele acabou de vender o armazém e seria destruído em duas semanas! E é isso que realmente aconteceu. Para ser completamente sincero, fiquei muito triste ao preparar as fotos. Triste por não poder compartilhar mais informações sobre isso com todos vocês. Mas então percebi que todos deveríamos aceitar o que é, um sonho. Essas imagens, que são as únicas existentes naquele local, devem ser vistas como ilustração desse sonho, da maior fantasia de todos os escavadores de discos. Mas um sonho que pode se tornar realidade e deve motivar cada um de nós a continuar procurando, a continuar curioso!”. (tradução livre)

 

Não vamos adentrar mais no assunto e nem tentarmos filosofar sobre o “sonho” que o autor das imagens escreve. Deixemos elas falarem por si só, pois, parece que “gritam” para nós avaliarmos e percebermos bem o que aconteceu neste passado não tão distante.

Todavia, chamamos a atenção que situações semelhantes destas aconteceram, com certeza, em vários locais do mundo. Nós mesmos do UV já vimos uma grande emissora de rádio fazer algo parecido…

E a história está aí para que isso não se repita!

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