Resinoplast: a maior fábrica de plástico para vinil

Todo amante dos discos de vinil, provavelmente, já fez a seguinte pergunta ou brevemente vai passar com ela pela cabeça: de onde vem o plástico que faz o disco? Pensando nisso, o Universo do Vinil vem mostrar a líder mundial em fabricação de resinas (ou compostos) para fabricar os discos de vinil. A gigante francesa Resinoplast.

A Resinoplast não fabrica discos. Ela desenvolve e fabrica misturas plásticas que serão usadas para produzir um disco de vinil e aponta como uma das líderes mundiais desse mercado revigorado.

A empresa, fundada em 1972, pertencente ao grupo francês Yvy Group e produz os grânulos sob a marca Nakan para todo o mundo, com um faturamento de 60 milhões de euros em 2018. Além da matriz francesa, tem filiais na Alemanha, Espanha, Itália, Japão, China, Vietnã, EUA e México.

“Não produzimos vinil aqui, vendemos o produto pronto para uso”, diz Jérémy Dauchin, gerente geral da Resinoplast, comparando seus 125 funcionários a “pequenos cozinheiros que preparam a receita” para futuros vinis.

O equivalente a cerca de 40.000 toneladas de produtos, chamados de “compostos” (“compostos de plástico”), são produzidos anualmente para os setores automotivo, de construção e os discos de vinil constituem entre 15 a 20% da produção – ou seja de 6 mil toneladas a 8 mil destes compostos vão para as indústrias de discos.

“Há 10 anos, representava 1 a 2%, já que ninguém mais comprava vinil”, acrescenta, mas “o mercado cresceu muito fortemente nos últimos cinco anos” e “quando o mercado foi retomado estávamos prontos. “

Para se destacar neste setor de “nicho”, onde apenas alguns fabricantes especializados permanecem, a empresa está comprometida em “acompanhar as ondas da moda” e antecipar “conversões de produtos”, diz M. Dauchin. Vinte funcionários são dedicados à inovação e uma delas é oferecer a resina sem chumbo para ajudar na proteção do meio ambiente.

Muito tem se falado sobre o meio ambiente e os discos de vinil, no passado, foram os maiores vilões da indústria da música como grandes poluidores. Hoje, por vários acertos e novas tecnologias, o vinil dá o lugar de maior vilão para o streaming. Afinal, por mais que a música transmitida pela internet não seja um bem tangível, ela é acondicionada em grandes data centers e seus players (smartphones, computadores e tablets)  utilizam materiais altamente poluidores.

Mas, pensando no problema da poluição causada pelo plástico, a maior empresa de resina para os discos de vinil vem ofertando plásticos sem chumbo para as fábricas de discos de vinil do mundo.

Qualidade de som:
Para estudar a qualidade dos grânulos que derreterão nos micro-sulcos da matriz, a empresa adquiriu uma prensa de vinil semi-automática dos Estados Unidos.

“É uma ferramenta muito útil que nos permite testar a reprodução de cores num vinil”, mas também garantir “um bom som” em discos”, especifica Ms. Mirbel, que trabalha na prensa da referida empresa.

“Uma boa qualidade 33 rpm é de 180 g de “compostos” e, se os métodos de fabricação não foram alterados, esses são os requisitos que evoluíram, especialmente no que diz respeito à qualidade do som.

Para se destacar, a Resinoplast oferece uma paleta de uma dúzia de cores diferentes, vinis transparentes e fosforescentes, que mudam de cor no escuro ou até cheiram a chocolate: um mundo de possibilidades de acordo com os desejos de seus clientes como o americano Jack White.