Toca-discos vintage e retrô – qual a diferença?

Vintage e retrô são palavras normalmente utilizadas pelos amantes dos discos de vinil referindo-se, muitas vezes, a um estilo de aparelhos toca-discos, receivers e caixas – inclusive, são usadas na moda, nos carros, no mobiliário e etc. Mas, você amante do vinil, saberia diferenciar um toca-discos vintage de um retrô? E compreende as inúmeras propagandas para vendas dos players de vinil que nos confundem bastante a cabeça ao utilizarem essas duas palavras como se fossem sinônimos?

Se os conceitos te confundem, veio ao lugar certo e vamos sanar essa sua dúvida.

Primeiro é que vintage e retrô não são palavras sinônimas. Vintage e retrô são diferentes no significado.

Vintage é uma palavra que veio da expressão anglo-francesa “vintage” que se refere a uma boa safra de vinhos. Ou seja, “vint” é relativo a uvas e “age” à idade.  Assim, a palavra vintage veio se referenciar a algo de uma boa safra que durará muito e satisfará a todos.

Pegando este gancho do modo anglo-francês, podemos dizer que um toca-discos vintage é um toca-discos antigo, porém, é tão bom que continua em pleno funcionamento. Assim, toca-discos vintage são aqueles lá dos anos 90, 80, 70 e, até mesmo antes, que continuam funcionando e fazendo tocar aquele disco de vinil que tanto amamos com a mesma capacidade e desempenho de um novo.

Já a palavra retrô vem da expressão francesa “rétrospective” que nada mais é que nossas expressões “retrospectiva ou retrospectivo”, ou seja, uma perspectiva histórica, algo que olha para trás. Assim, um objeto retrô será um novo objeto, contudo, com uma cara de antigo.

Resumindo:

Um toca-discos vintage será aquele bacanão lá dos anos 60 até os anos 90 que está funcionando legal e tocando o vinil que tanto gostamos com primazia e tudo nos conformes.

Exemplo de toca-discos vintage: Technics MK1 em pleno funcionamento no estúdio do Universo do Vinil

Um toca-discos retrô será aquele “novinho em folha”, de fabricação atual, mas que faz uma leitura do design dos antigos e se apresenta como um projeto com características visuais dos modelos passados – todavia eles podem vir, e geralmente vêm, recheados de tecnologias atuais e inimagináveis na época dos modelos inspiradores.

Exemplo de modelo retrô atual

 

Mas, e se o toca-discos vintage não estiver funcionando? Neste caso, ele não é um player vintage, já que não exerce mais a função de um tocador de vinil, ele é apenas uma peça decorativa ou algo guardado em algum armário, porem, se passar a ser a tal peça de decoração de algum espaço (coisas de designer de interiores ou decoradores de ambientes), será um vintage de decoração, mas não mais um vintage tocador de vinil, pois, perdeu a função primordial de estar funcionando e exercendo a atividade daquilo que ele foi projetado quando surgiu. Ou passou a ser apenas um toca-discos antigo e estragado…

Contudo, podemos ir mais a fundo na procura da definição dos conceitos? Sim, podemos. Lá vai: e um gramofone ou um fonógrafo daqueles primeiros que estejam funcionando, seriam tocadores vintage? Não! Coisa antiga, mesmo que funcionando, principalmente se vier antes dos anos 30 não é vintage. É antigo mesmo e somente isso. Só que é um antigo que funciona e nada mais.

Com isso, a partir de gora você não vai mais errar ao usar as expressões vintage e retrô para nossos aparelhos de som como os toca-discos, receivers, caixas, toca-fitas, tape-decks e todos aqueles que estão à volta de quem curte um vinil ou uma fita cassete, né?

Então está combinado, a partir de agora e sem erro: vintage é vintage e retrô é retrô, e não, vintage é a mesma coisa que retrô ou vice versa, beleza?

 

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