Ícones da cultura do vinil brasileiro: Polysom

Todo mundo que lê artigos e matérias sobre vinil e, particularmente aqui no UV, já sabe que o vinil vem crescendo as vendas e aumentando o número de adeptos ano a ano. Mas, vocês saberiam apontar 3 ícones da cultura do vinil brasileiro capazes de auxiliar (e muito) no crescimento e na manutenção desta cultura, bem como, na possibilidade de termos álbuns novos e relançamentos no mercado atual?

Pois então, fizemos esta pergunta aqui na redação e conseguimos apontar 3 patrimônios da cultura do vinil dos dias de hoje. 3 empreendimentos que são grandes co-responsáveis por manterem essa cultura viva, e nós vamos em 3 matérias falar um pouco de cada um.

Os três ícones da cultura do vinil brasileiro:

Antes de entrarmos no primeiro artigo, queremos chamar a atenção que isto não é um ranking. Para nós, não existe o primeiro, segundo e terceiro colocados. Todos os três, nos seus respectivos campos e atividades representam o que de mais substancioso surgiu no Brasil para a conservação da cultura do vinil. Todavia, para facilitar nossa escrita optamos em trazer cada um de acordo com a data de nascimento.

Também queremos chamar a atenção que quem nos proporciona mesmo vivenciarmos os discos de vinil são os artistas, contudo, sabemos que sem alguns outros aspectos, a cadeia da música se torna incompleta, portanto, damos um verdadeiro salve em alto e bom som às estrelas da nossa música (famosos ou não).

Inclusive, salientamos que existem selos e gravadoras que estão há anos no mercado lançado discos de vinil – mesmo quando o vinil foi “decretado” como obsoleto e sumido do mercado. A estes selos e gravadoras nosso muito obrigado, mas precisamos falar de outros componentes desta indústria fonográfica que juntos fazem as canções saírem dos compositores e compositoras, músicos, cantores e cantoras até chegarem a nossos ouvidos.

Polysom, patrimônio da cultura do vinil brasileiro.

A Polysom, é uma fábrica de discos de vinil fundada em 16 de abril de 1999 em Belford Roxo, RJ. Durante anos foi a única fábrica de vinil do Brasil e é considerada uma das melhores do mundo. Foi fundada na época que a indústria fonográfica abandonou o formato vinil. E, de acordo com a Wikipédia, em novembro de 2007, já enfrentando inúmeras dificuldades, a fábrica foi obrigada a fechar. Na segunda metade de 2008, os proprietários da Deckdisc, sabedores do volumoso crescimento na venda de vinis nos Estados Unidos e na Europa, começaram as tratativas e estudos para a aquisição do maquinário da antiga fábrica para que pudesse ser reativada.

Em setembro do mesmo ano, começaram as diligências e os estudos que resultaram na aquisição oficial, em abril de 2009. No final de novembro de 2009, depois de meses de restauração, a fábrica finalmente ficou pronta, sendo feitos os primeiros testes com os LPs produzidos. A Polysom produz vinis para a Universal Music, Sony Music, Som Livre e também para a sua proprietária Deckdisc, além de fazer discos para artistas, selos e gravadoras independentes.

Polysom e os “Classicos em Vinil”:

Um dos carros chefes da Polysom é a coleção “Clássicos em Vinil” que trata justamente de relançamentos de discos memoráveis da nossa música e está dentro do selo homônimo que já trouxe, por exemplo, Chico Buarque; Milton Nascimento; Jorge Benjor; Antônio Carlos Jobim; Belchior; Cartola; Moacir Santos; Cassiano; Hyldon; Jorge Sampaio; Titãs; Novos Baianos; Arthur Verocai; Planet Hemp; Ronnie Von; Pato Fu; O Rappa; Gal Costa; Ed Motta; Ira, Azimuth; Skank; Raimundos; Mutantes; Gilberto Gil e tantos outros.

Exemplo “Clássicos em Vinil” produzido pela Polysom – Acervo UV
Exemplo “Clássicos em Vinil” produzido pela Polysom – Acervo UV

Polysom e as fitas cassetes:

Com o espírito aberto para as novas possibilidades que as diversas mídias musicais podem trazer, a Polysom iniciou a produção de fitas cassetes em 2018 (com capacidade para fabricar quatro mil cassetes por mês) com as edições de títulos das discografias do Planet Hemp (Usuário, 1995), Pitty (o registro de show (Des)concerto ao vivo, de 2007) e Nando Reis (Voz & violão – No recreio vol. 1, de 2015).

Exemplo de k7 produzido pela Polysom – Acervo UV
Exemplo de k7 produzido pela Polysom – Acervo UV

 

A Polysom é sem dúvida um dos ícones da cultura atual do vinil brasileiro. Sem ela muitos dos títulos que hoje compõe nossas discotecas estariam fadados a serem, quiçá, apenas relançados no exterior (e muitas vezes impossíveis de serem adquiridos pelos brasileiros). Inúmeros artistas e bandas consagrados e novos procuram a fábrica fluminense para confeccionarem trabalhos em vinil inéditos e antigos.

A Polysom é verdadeiramente (como seu próprio lema diz) uma fantástica fábrica de vinil… e cassete!

Vida longa à Polysom! Ícone da cultura do vinil brasileiro!

Para saber mais, viste o site da fábrica em http://polysom.com.br/site/

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Todo domingo às 19h na Rádio UFS FM 92,1 tem o programa Conversa de Vinil
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