Normarh, a fábrica colombiana de agulhas para discos de vinil

Nós que amamos um vinil sabemos que pensar em cápsulas e agulhas faz parte do cotidiano do nosso universo. E sabemos mais ainda que esse conjunto de cápsulas e agulhas não é barato e alguns podem chegar à casa de vários mil Reais e só a substituição de uma agulha, dependendo do preço, pode doer no nosso bolso. E mais ainda, sabemos que as agulhas têm vida útil – não são para sempre – por isso, estamos sempre pensando nelas.

Dessa forma, encontrar alternativas para repor as agulhas é fator importante para nosso bolso e para a nossa alegria de poder ouvir com toda a qualidade aquele disquinho de vinil tão precioso que colocamos no nosso toca-discos. E tem mais: às vezes é difícil achar agulhas para nossas cápsulas e há casos como s Shure, por exemplo, que não fabrica mais agulhas e cápsulas, sendo possível repor apenas de fabricantes terceiros.

Existem fábricas de agulhas que chamamos de fábricas de reposição standards. Estas, geralmente, não fabricam as cápsulas próprias e sim agulhas genéricas dentro do padrão dos vários fabricantes de cápsulas. E não podemos afirmar que as “oficiais” são melhores que as “genéricas”. Essa equação não existe, afinal há fábricas de reposição que apresentam agulhas tão boas como os originais e, às vezes, podem até soar melhor.

No Brasil já tivemos a famosa Le Son que chegou a construir verdadeiras excelências em matéria de qualidade de cápsulas e agulhas. Sabemos que ainda vende agulhas na sua loja online, porém, desconhecemos se as fabricam ou se importam de alguma empresa estrangeira. No restante do mundo também temos a Tonar (que em breve falaremos), a Jico, Pfanstiehl e outras.

Assim, pensando em agulhas boas e de preço que caiba no nosso bolso, o Universo do Vinil vem pesquisando saídas que tenham qualidade e valor acessível para apresentar aos leitores e leitoras.

Uma delas é a fábrica colombiana Normarh.

Para nós foi muito gratificante encontrar no Brasil pontos de vendas destas agulhas (no Mercado Livre e na Amazon se acha com certa facilidade) e nós experimentamos duas para ver se eram boas ou não, e podemos dizer que sim, são muito boas, e mais bacana ainda é saber que é uma fabricante latino-americana e bem enraizada no mercado.

A Normarh fabrica agulhas há mais de 40 anos na cidade de Pereira na Colômbia e não é uma empresa que entrou recentemente nessa nova Era do Vinil – ela é uma empresa madura que já conhece este mercado e tem tecnologia suficiente para fabricar agulhas de diamante, safira e para cápsulas magnéticas e cerâmicas.

No catálogo da Normarh é possível ver oferta de agulhas para uma enormidade de cápsulas e afirmam que fabricam com padrões de excelência e qualidade. Clique aqui para baixar o catálogo da Normarh.

Nós experimentamos duas agulhas (ambas de diamante). Uma na cápsula OM da Ortofon e outra na cápsula DN 251 S da Marantz (que usa agulhas no padrão da ATN 3601 da Audio Technica, e esta colombiana, obviamente, pode ser usada nas cápsulas ATN 3600 da fabricante japonesa).

As agulhas vieram acondicionadas numa simpática caixinha plástica

Na Ortofon, como usamos uma cápsula OM com agulha PRO S a qualidade da original é, de fato, superior. Até mesmo porque a original é spherical e a colombiana é cônica (denominada “14” no catálogo). Contudo, é bem satisfatório o áudio emitido. E fica por conta do freguês se ele pode pagar por volta de R$350,00 na original ou pagar aproximadamente 180,00 Reais na Normarh.

Um detalhe interessante é que a colombina serve para uma gama de cápsulas da Ortofon (todas que usam o mesmo padrão de encaixe da PRO S)

 

No interior vem o número da peça e a data de fabricação

 

No nosso laboratório podemos dizer que o som da colombiana é satisfatório, mas a colocação dela na OM é um pouco apertada dando até um certo receio, porém, no final das contas, cabe direitinho na cápsula. Como conclusão, deixando bem claro: a dinamarquesa é melhor e a da terra da Shakira não faz feio.

Já na DN 251 S o áudio emitido pela fabricante colombiana é de qualidade tão boa quanto a de reposição da Audio Technica e talvez, arriscando um pouco, podemos dizer que é superior. Ambas são cônicas (quando falamos da reposição usando a Audio Technica ATN 3601), porém, a original da Marantz é elíptica e muito difícil de achar no Brasil e quando acha é bem mais cara.

 

Ambas vieram com um pequeno manual

 

Neste laboratório a colombiana é ligeiramente superior no áudio e os preços são bem equivalentes com os da fabricante japonesa e entram “como uma luva” na cápsula – encaixe perfeito. Entretanto, perto da original da Marantz não tem como equiparar um áudio de uma cônica com uma elíptica. Em raríssimas exceções, a elíptica sempre será melhor e… bem mais cara! Contudo a Marantz vem abandonando as cápsulas DN e já trazendo nos modelos de toca-discos que usavam a citada, as AT 3600 da Audio Technica.

Onde comprar a Normarh para tocar aquele vinil com gosto e qualidade? Na Amazon e no Mercado Livre é relativamente fácil de achar. Na Amazon, siga este link clicando aqui.

Normarh: www.normarh.com
Imagens: todos os direitos reservados do Universo do Vinil®

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