As fitas cassete estão em alta

Os sinais do aumento da procura – e consequentemente das vendas  – de fitas K7 estão fortes. E isso quer dizer que, falando de música analógica, não são apenas os discos de vinil que estão no topo (todavia, o vinil está bem mais no alto, é claro).

As fitas começaram timidamente a reaparecer e vão aos poucos reconquistando espaços. O relatório da Nielsen Music afirma que as vendas de álbuns em fita K7 cresceram 74% nos EUA no ano de 2017. E, de acordo, com a Billboard foram 129.000 cópias vendidas em 2016, acima de 74.000 unidades do ano anterior.

No Reino Unido não está sendo diferente. E segundo a Official Charts Company (o órgão responsável pelas estatísticas da indústria da música britânica), as vendas de cassetes mais do que dobraram no ano passado, embora sua participação no mercado musical ainda seja pequena (menos de 1%), com pouco menos de 22.000 unidades vendidas em 2017, e ainda confirmam que o número crescerá ainda mais já que subiram 90% em 2018 em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda segundo a Official Charts Company, pouco mais de 18.500 cópias já foram compradas desde o início do ano em mais de 80 lançamentos. No mesmo período do ano passado, apenas 9.753 cassetes foram comprados.

“Já vimos uma onda enorme de vendas de vinil e parece que as fitas estão experimentando algo semelhante. As vendas não estão baixas e é notável que os fãs de música do Reino Unido já compraram quase tantas fitas cassetes em 2018 como fizeram em todo o 2017 – e quase quatro vezes os níveis de 3,4 anos atrás”. comentou Martin Talbot, executivo-chefe da Official Charts Company.

E os rumos no Brasil não estão diferentes. No início do segundo trimestre do ano a Polysom anunciou que iria começar sua produção de fitas K7 e ela já está oferecendo este serviço no seu site. Se estiver interessado, basta clicar aqui.

 

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