E o vinil subindo no mercado mundial. Alguns números de 2018

Infelizmente no Brasil não temos notícias oficias sobre o número de discos de vinil vendidos. Mas, em países como EUA e França (já mostrados qui no UV) as vendas de vinil vêm mostrando um grande vigor.

No caso brasileiro (saiu dia 02 de abril os dados da indústria da música Tupiniquim relativo ao ano de 2018) o mercado fonográfico no geral vai muito bem, obrigado. De acordo com a Pro-Musica (o sindicato das maiores gravadoras do país) ) houve um crescimento de 15,4% das receitas do setor de música gravada entre 2017 e 2018 – um número superior à alta do mercado global que ficou em 9,7%.

Ainda no relatório da Pro-Musica as vendas de mídias físicas caíram mais que a média mundial, um total de 69% – no planeta caiu 10% em relação a 2017. Por outro lado, o streaming brasileiro subiu acima do que é computado no mundo.

Paulo Rosa do Pro-Musica explica este fenômeno do mercado brasileiro de música: “Não se encontra mais lojas de música. Livrarias e lojas de departamento, que serviam de escoamento para a distribuição, continuam vendendo, mas com cada vez menos espaço. Isso se reflete no crescimento do setor digital brasileiro, acima da média mundial.”

Ultrapassando o Atlântico e chegando às ilhas dos Bretões ou o Reino Unido, a notícia é bem diferente e sabe o que está acontecendo com o vinil (números do relatório da  British Phonographic Industry): a receita de vendas de vinil alcançou £ 57,1 milhões, mais 3,7% em relação a 2017, mais que o dobro em relação a 2015 (£ 25,1 milhões). As vendas de vinil agora são 6,6% do mercado das Terras da Rainha Elizabeth!

O CD mantém a tendência de queda, totalizando quase 25% menos que em 2017, mas continua representando 20,4% do total com 176,8 milhões de libras.

Resumo da ópera: EUA, França e Inglaterra mostram bem o vigor do vinil. Isso sem contar o Japão e o Canadá que são muito adeptos das mídias físicas. No Brasil nem estatísticas temos sobre nossa mídia predileta, mas ao observar que a indústria da música vem crescendo, pode-se considerar que o interesse por pagar a música é grande nos dias de hoje. Muito diferente da época em que para se escutar música bastava ir lá naquela loja que não é a do Posto Ipiranga e sim, à “loja da pirataria”!

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