O vinil de luto! Faleceu dia 29/10, aos 89 anos: José Rozenblit.

O universo do vinil de luto! Faleceu dia 29 de outubro, aos 89 anos, um dos maiores empreendedores da cultura do disco no Brasil: José Rozenblit.

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Ele foi dono da fábrica de discos Rozenblit com matriz em Recife e filiais no RJ,SP e RS.
Segundo José Teles do Jornal do Commercio de Pernambuco, a fábrica teve entre seus contratados Tom Zé (lançou o álbum de estreia do baiano), Eliana Pittman, Martinha, Bobby de Carlos, Jorge Ben, Sílvio Caldas, The Bubbles, entre muitos outros. A Rozenblit também deu as cartas no carnaval carioca, nos anos 60. Zé Kéti, por exemplo, estourou, em 1966, com a marcha rancho Máscara Negra. E o sambista Osvaldo Nunes foi sucesso no país inteiro com o Bafo da Onça, do LP Oba (1962) , e Jorge Goulart lançou pela Rozenblit, em 1963, um dos maiores hits da história do carnaval brasileiro, Cabeleira do Zezé (Roberto Faissal/José Roberto Kelly).
O maior sucesso da gravadora com a música pernambucana foi o frevo de bloco Evocação, de Nelson Ferreira, campeão do Carnaval Brasileiro de 1957, gravado há 60 anos. Em 1959, para o Carnaval de 1960, lançou um dos discos mais vendidos da música popular brasileira, até hoje em catálogo, Capiba 25 Anos de Frevo, com a orquestra de Nelson Ferreira e interpretados por Claudionor Germano.
A Rozenblit gravou forrozeiros, como Genival Lacerda, Coroné Ludugero, Jacinto Silva e o sanfoneiro Camarão, discos de ciranda, de repentistas, cocos e emboladas. Nos anos 70, cedeu o estúdio para a turma do udigrudi recifense. Foram gravados na Rozenblit discos experimentais, como o pioneiro Satwa, de Lailson e Lula Côrtes (1973), Paêbiru (1975), de Lula Côrtes e Zé Ramalho, e discos solo de Flaviola e o Alegre Bando do Sol (1976), e de Lula Côrtes, Rosa de Sangue (1980).
A Fábrica de Discos Rozenblit existiu durante 30 anos