O vinil na França de hoje

As vendas de discos de vinil cresceram absurdamente na França. Entre 2015 e 2016, o número de novos vinis vendidos aumentou de 988.000 para 1.690.000 álbuns, e no primeiro semestre de 2017 o crescimento é de 71% em relação ao mesmo período de 2016 – representa cerca de 8% das vendas físicas, um peso que quadruplicou em relação a 2012

A França passa hoje por uma remodelação do mercado de música gravada. Como em todo o mundo há um declínio do CD e da venda de música por download e, em contrapartida, o aumento do streaming pago.

Segundo o Syndicat national de l’édition phonographique (SNEP) – a entidade que engloba as grandes gravadoras francesas – os números não são os melhores no primeiro semestre de 2017. Houve uma queda de 2,3% referente ao mesmo período do ano passado e essa caída é decorrente da nova percepção do País da Torre Eiffel no tocante à compra de música gravada. Nos gráficos abaixo é possível perceber onde houveram as maiores quedas:

Percebam que a SNEP coloca os CDs e discos de vinil juntos como formato físico mas, quando em separado o CD decai e a venda do disquinho preto ressurge em crescimento e foi ela que “salvou” o formato físico de um desastre maior.

Interessante é percebermos onde está o fã francês de vinil e de CD (formato físico): ele é roqueiro, pop e variado (inclui trilhas sonoras, chanson française, jazz, clássico e etc) por excelência e o usuário do streaming é fà do hip-hop e do eletro dance. Parece que este efeito de escolhas de mídia por estilo musical tem sido uma tendência mundial. Nos EUA os ouvintes campeões de streaming também são os adeptos do hip-hop.

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