Som brasileiro sendo lançado lá fora em vinil

Como, infelizmente, a lei que requer a retirada dos impostos para importação de discos de vinil e toca-discos ainda está na Comissão de Cultura da Câmara (PL 10179/2018 do Deputado João Daniel PT/SE que foi apensada ao PL 566/2015) nos resta ficar olhando para a tela do computador, tablet ou smartphone “namorando” estes discaços em vinil – se não quisermos ou não pudermos pagar uma baba para a importação.

Para saber mais sobre a lei, veja a matéria do UV: Lei que isenta impostos dos discos de vinil já está na Comissão de Cultura da Câmara

É muito normal vários discos de brasileiros serem lançados no exterior sem serem lançados por aqui ou virem atracar por nossas terras bem mais para frente. Como exemplo, para quem não sabe, o cultuadíssimo “A mulher do fim do mundo” de Elza Soares foi lançado primeiro no Reino Unido – saiba mais clicando aqui. Então é absolutamente corriqueiro este tipo de movimento que para nós é fator de tristeza e júbilo ao mesmo tempo. Tristeza por não podermos compartilhar destas grandes obras (ou compartilharmos algum tempo depois) e, júbilo por sabermos que nossa música é cultuada em todo mundo.

Mas, dois lançamentos nos chamaram a atenção, vamos lá:

Um é o Jambú e os Míticos Sons da Amazônia lançado pela Analog Africa. Inclui 19 faixas compiladas por Samy Ben Redjeb e Carlos Xavier, a maioria das quais gravadas em meados da década de 1970, na cidade de Belém do Pará.

Vem com com livreto com fotos inéditas dos arquivos dos próprios músicos, um ensaio sobre a noite de Belém, o desenvolvimento da cena musical tropical e uma dezena de entrevistas feitas, entre 2012 e 2016.

Seu lançamento em vinil duplo inclui um livreto de 24 páginas com notas, entrevistas e imagens de arquivo.

Jambú e os Míticos Sons da Amazônia segue a reedição da Analog Africa de Dur Dur Band Of Somalia Volume 1 & 2 .

Para mais informações: AQUI

O outro é um vinil também duplo com demos inéditos (1973 a 1975) do Azymuth compilados em nova coleção, reunindo 16 faixas do grupo, com José Roberto Bertrami nos teclados, Ivan ‘Mamão’ Conti na bateria, Alex Malheiros no baixo e Ariovaldo Contesini na percussão.

As músicas foram gravadas no estúdio caseiro de Bertrami, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e foram remasterizadas a partir das fitas originais.

Para mais informações: AQUI.

 

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