Vinil cresce nos principais mercados de música em 2019

Nós já postamos aqui um artigo sobre as atuais vendas de discos de vinil nos EUA. Agora vamos trazer também sobre a França e a Alemanha, e apontar algumas questões neste “novo mercado” do vinil.

Mas, antes precisamos chamar a atenção de um fato: pela primeira vez, desde a derrocada da indústria da música no início dos anos 2000 com o advento da pirataria, a indústria fonográfica não ficava tão feliz. Afinal, lá pelos 2005 e 2006 as gravadoras estavam praticamente mortas.

Quem realmente traz essa alegria é o streaming. Com o aumento de assinantes pagos nestes serviços, a indústria da música começa a respirar melhor. Porém, há um fato muito curioso: de todos os modelos de mídia musical é o streaming e os discos de vinil os únicos que realmente crescem.

Não podemos esperar que o vinil vá amealhar um contingente de fãs como o streaming. O vinil tem algumas peculiaridades que é seu problema e ao mesmo tempo sua solução: ele precisa de outros aparelhos para emanar música e é bem mais caro que a assinatura de um Amazon Music, por exemplo. Por isso, é muito improvável o mercado de discos de vinil chegar a 20% do mercado de música e hoje ele está no patamar próximo a 5 ou 6%, dependendo do país – talvez 10% seja o limite que o vinil fique no comércio de mídias musicais.

Um fato triste: os CDs estão ano a ano perdendo mais de 10% de mercado. Isso em pouco tempo vai fazer com que os discos de vinil (que sobe numa proporção  maior) se tornem efetivamente mais vendidos e com maior lucro que os Compact Discs. É só uma questão de tempo, talvez um ou dois anos pela frente. Só que estamos falando de mídias novas, se formos pensar no mercado de usados é quase com 100% de certeza que os discos pretos (e às vezes coloridos) estejam vendendo muito mais que os CDs.

Assim, vamos aos grandes mercados dos EUA, França e Alemanha em 2019:

EUA:
2019 foi o 14º ano consecutivo de aumento nas vendas de discos de vinil. Segundo a RIAA (Associação das gravadoras dos Estados Unidos da América) o vinil teve um crescimento de 19%, para US $ 504 milhões em receitas frente 2018.

França:
As mídias físicas na França continuam muito fortes (CDs e vinil) e isso pode ser explicado pelos vários pontos de venda (quase 4.000 na França!). No país do Asterix e do Obelix, mais de 4 milhões de discos de vinil foram vendidos em 2019, o que representam 20% do volume de negócios de mídias físicas, de acordo com o SNEP (o sindicato das gravadoras francesas).

Alemanha:
De acordo com um relatório divulgado recentemente pelo grupo profissional BVMI, a indústria da música alemã experimentou um sólido crescimento em 2019, incluindo um salto de dois dígitos nas vendas de vinil.

As vendas de CDs na Alemanha foram mais de 10% inferiores às de 2018 e as vendas de vinil aumentaram dois dígitos, 13,3%. Atualmente, o vinil é responsável por cerca de cinco por cento da receita total da indústria musical alemã.

Com este pequeno panorama vemos que as vendas de discos de vinil estão indo muito bem, obrigado. Há um pequeno presságio de mau agouro para 2020 mediante o incêndio em uma das duas únicas fábricas de verniz do mundo (a outra e japonesa) para a fabricação das matrizes para os discos. Mas, como também já adiantamos aqui, isso é muito relativo e pode ser que não atinja tanto como alguns analistas pensam.

De resto, vemos que o vinil vai de vento em popa!

 

 

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